|
IN ALBIS O amor lhe toma nos braços e já não faz sentido qualquer juízo. E de todas as coisas que valessem em conta já pequenas seriam quando ele lhe disse : vem comigo. Lhe pediu que o tempo parasse como uma forma de não assumir tudo que deixava para trás. E, sem quase palavras na mente e algumas promessas nas mãos desafia tudo que tem por algo que nenhuma certeza lhe oferece . Quanto tempo estará ‘parada’ sua vida , sua solitude por tanto tempo cultivada e suas mais profundas meditações? Seus livros empoeiram nas estantes, seus cds melodramáticos antes enojavam fazem todo o sentido. Aonde sua melancolia, junto com o seu juízo,razão, orgulho, dignidade e pudor? Sua tristeza por uma ironia despreocupada, despretente. Seu ar sério na alegria que se lhe toma muitas vezes a pretender sufocar-lhe ou saltar aos olhos. E, ao demais, nada mais. Não pensar. E amar, amar, amar. Oh! Perdoe-se o egocentrismo do amor. É que assim deitado à toa lhe olha e é o que de mais belo e nenhum sentir comum poderá o elixir dessa fugaz felicidade. Esse mundo fechado a dois trincos será sempre desconhecido para mais de dois pares de olhos. É o preço. Mas se aprender calando e sorrindo o mistério que pede a vida para seus segredos é dádiva de cada, no retorno, um dia a si e aos seus, só há de perguntar: que ainda sou? E seguir sem esquecer do relance para trás donde lhe sorri o Amor dizendo: não lhes conte o que só se pode viver. Nunca explicar. Se o futuro aos dois não abraçar, consta que estiveram na intensidade a certeza de todos os ‘pra sempres’ não ditos, e os suores de seus abraços quando ninguém mais se pertencia, para sempre – e agora, o que de mais vale - os manterá In Albis. Escrito por **LeggionariA LunA** às 20h08 [] No princípio era o verbo Amar Amar Amar Amar Amor. Amor Amar Amar Amor. Menos amar Menos amor Amor. Mais amar Amar Amor Amar Amar Desamar Menos amor Menos amar. MINHA SEQUÊNCIA PROGRESSIVA LÓGICA MAIS-QUE-PERFEITA Do pretérito imperfeito ao presente desfeito. p.s: Hoje foram 5 posts, ta gente? bejim Escrito por **LeggionariA LunA** às 12h39 [] Aterrissagem É quando é respondido um oráculo E todas as coisas esquecidas Tornam a ser guardadas Para o serem por muito mais tempo. Assevera-se um olhar Silencia-se um vulcão E o coração Como chaga fedida e cansada Sangra. Cessa a fita métrica Insistem os metais Em meu ouvir, em meus ouvidos E na marca de fé que não fiz. O Sol...ainda me confunde... Enquanto as cartas de amor empoeiradas Cheiram cinza E meus segredos, pequenos rebentos Aninham-se, medrosos, em meu regaço. A ideologia, volúvel pagã Não sabe mais onde durma. A flor do meu amor era bípede Ainda murcha sem rumo Às mesmas frases. Já nada procuro: sento no sofá. É que meus cabelos pretos retornam E meus colibris decorados Não mais cruzam céus grenás: Voltam rasteiros Comem brebotes no mangue, e dizem: Escrito por **LeggionariA LunA** às 12h31 [] Lamento do Lírio Branco Que não descansas o pensamento fatigante Não te cessa esse querer de voar? Não te quedas pelo vil medo de amar? Lírio de brancas asas Que não repousas tua cabeça pensante Onde vais, assim, sem meu olhar? Onde irei eu,adiante, sem te encontrar? - Vou em busca do meu bem de lutar Penso as cores e as flores que trarei Levo no peito os amores que deixei Deixo contigo a esperança do porvir Do retorno de quem não quis partir. Escrito por **LeggionariA LunA** às 12h20 [] Con(tro)verso
Calei para não mais dizer Distantes assim Você de mim, eu de você Por ti fui louca Você por mim, eu sem você Me encontro, me converso Então falamos Eu mesma comigo, eu para mim E nos bastamos assim. Nos sorrio. Nos despeço Tudo é claro Transparente...cálice... Cale-se. Escrito por **LeggionariA LunA** às 12h05 [] Hipocrisia Farta de hipocrisia Cheiramos mal - Não me permitem dizer. Estou só E invade-me o ouvido O laranja fluorescente de canções irritadas Vindas da esquina Mal passadas Farta de ruídos Músicas e sons lascivos Fadigam Farta de mim Cheiramos mal - Disse-me o teu suor Mas não me permitem dizer!
Canção tardia Dos que não sabem chorar Que entôo Pois refugia em ti O meu sofrer. O meu lamentar. E carregas – coitada! O meu pesar E o dos poetas. Escrito por **LeggionariA LunA** às 11h51 [] Ficou Incrédulo e imóvel Ao calmo murmúrio de um ‘tchau’... Ficou Com os olhos que amei O cheiro que sem licença Invade minhas narinas E não passa com o vento. Ficou Com a voz que gritou, chorou Cantou bobagens Ao cabo de toda luta... Ficou Com as rimas que eu não soube fazer. E eu Como quem ainda não desistiu Como quem agora ainda não vai De mansinho...No silêncio triste Como quem volta se você persiste Descobri n’alguma estrela Que em meu futuro não tomas parte... Vou Com teus olhos Teu cheiro Tua voz Minha luta Meu amor – pobre deste, já vai tarde! Escrito por **LeggionariA LunA** às 06h47 [] Entrelinhas Quantas vezes morremos juntos Em mil loucuras vividas Com a alma a dois repartida Quantas vezes, quantas vias... E os meus olhos te seguindo Quantas vezes num conjunto De tristezas e alegria? Quantas vezes entre teus braços O meu corpo desvalia Entre vias, entre laços Entrelinhas de abraços Entre o mundo que vivia... Que existia por nós dois Que agora está desfeito... Entre tudo que não passa Entre tanto ‘pra depois’ Como pensamento meu Não tem jeito... Entre olhos...O Adeus.
Passional Como poderia eu Amar uma só vez? Natureza passional. A minha. Não deles. Passional Irá comigo a quem for E quando não seja amor Invento. Escrito por **LeggionariA LunA** às 06h25 [] DeSiGuAiS Você falava em mais e menos - Eu te falava em igual Você se perdia no que pensava Sem expressar em palavras Seu pensamento banal Eu não me importo com termos Eu não me quedo, e é só Você não me traz medo O meu segredo...Eu o adoro Finais dramáticos Eu os adoro. Nunca me diga o que fazer Não me pergunte o que penso Você não gostará de saber Você não é para mim e nunca será Tudo que pensa ser Se em palavras você crê Não é culpa de quem as fala Não é culpa Se ao som do meu pensamento Todo teu grito se cala Eu não te amei Desculpa, não posso te amar. Há algo de mim que foi deixado Em outro lugar E se me perguntas, não tente Não vou te falar Todo o meu querer é complexo Demais pra você enxergar Quero o que não posso explicar. Escrito por **LeggionariA LunA** às 06h24 [] Pensamentos & Cores... Se no meu mundo houvesse cores eu misturaria as aquarelas de Dali na intensidade do meu ardor. Escolheria uma luz que luziria uma só cor: todas elas. E esta onda sem delimitações ou ritmo não seria luz, nem trevas, apenas um foco multicor, intenso, formando telas para as paredes desta minha morada. Se no meu mundo houvesse formas, certamente eu as veria abstrações leves, levitantes, sutis, sublimadas, nada que pudesse ter qualquer explicação...Nada que quisesse transparecer qualquer razão. Se no meu mundo houvesse palavras eu as teria sem dimensões, sem definições, libertas da escravidão imposta pelas letras e de tudo que não pode mais ser inventado. Selecionadas só as que não existem, porque pessoa alguma ousou falar. Só as essenciais, porque pessoa alguma logrou precisar. Que, no silêncio, revelem-se, expurguem qualquer mal, qualquer náusea que me causou até hoje o que fotografam meus olhos e presenciam meus ouvidos, o que não transparesse do que sou por covardia... Que todas as outras venham, conheçam-me, mas passem, para que permaneça a minha essência e o meu sentido de ser liberta, escrava somente de minha razão tórica defronte minha emoção adversa, autores da tela concisa e abstrata da minha própria ideologia. Pobres de nós, nos escondemos todo o tempo. Atrás de palavras, gestos, rostos, roupas, ações. Que tememos, afinal? Sozinhos...cada qual em seu mundo e não entendemos que não há neste nem haverá outro habitante. Que pode haver em mim de coragem se me perco em meus próprios caminhos, distante cada vez mais de tudo que já foi dito, aproximando-me mais e mais do mundo real, que por ironia, realmente não é o que vejo... Dispersos no mundo das formas, muito mais ainda o seu próprio, único...Cada qual com suas telas confusas, difusas, diversas... Escrito por **LeggionariA LunA** às 15h03 [] Nas aflições do caminho Por maior seja o pesar Ninguém nunca está sozinho Há alguém a nos guiar. Guarda a fé, pois só ela Pode mover qualquer destino. É na vida sentinela, É na dor o nosso arrimo Guarda a fé, e só assim Irás salvar-te da noite escura Libertando-te enfim Desta sina de amargura. Quando tudo nos despreza E nada parece valer Quando entoa tua reza Como lágrimas de sofrer Quando cai a tempestade Sob as flores da ilusão Quando sombras de maldade Torturem teu coração Vai a Ele. Deixa o medo Que nunca te servirá. Vai a Ele que falou Que nos ia aliviar. Se tua cruz é pesada Divida-a comigo Se é longa a caminhada Eu caminharei contigo. Só a fé, vinda de ti Pode mover esta montanha E eu vou te ver sorrir Quando a batalha for ganha. Escrito por **LeggionariA LunA** às 14h32 [] Nascente Um último vôo nos chamou Deixei-o ir. Pois há tanto que não sabes... Quando na brisa ecoou A voz que senti A julgar-nos amor Mandei-te partir. Pois há tanto que não sabes... Lauréis que desconheces De onde vem o que te rio Oh – amor?- Há tanto que não sabes! Tanto que não me podes crer Que não sou a que te vê Que não amo o que te encerra... Como o ciclo da torrente Quero só o que tu sentes Como quer ao mar, a serra. Como quero, displicente Os teus olhos tão dormentes O teu colo tão carente Te mergulho e não me perco Trazendo segura o beijo Do desejo da nascente Da nascente que sangrava Em riacho converteu Tuas águas à deriva Vieram a córrego meu. E eu, que descuidada! Sabendo-te bem querer Não soube, porém, tresloucada Deixar tanta água correr. Vendo além o pantanal triste Que guarda as águas prisioneiras Meu coração ainda insiste Na moléstia forasteira. E agora, como fugi-la? Como tirar do amor o desatino Que desafia o sopro de qual vento Venha dizer-lhe “não é este seu destino” ?
Gente hoje postei três,com esse, se puderem ver os três agradeço Escrito por **LeggionariA LunA** às 11h28 [] Infância Aquela criança que corre Tem um galho seco nas mãos Tirado do velho salgueiro Para servir-lhe de espada e esporão. Desafia animais, plantas e povos Que surgem na sua imaginação E o céu, tão perto que está de si É o palco do encanto de seu coração. Um dia em quieta solidão Aquela criança, que não mais será Há de chamar o salgueiro guardião Para lhe dar com o que lutar... Quando houverem passados os céus E os seus sonhos não mais falarem E as flores não mais brincarem Com perfumes fazendo-lhe véus Será o pequeno apenas o refém Convertendo-se adiante em réu Do real inimigo cruel Que habita os monstros do aquém. Na sonoridade da via A verdade se perderá Sob lábios sutis que destilam Cada qual o seu próprio pesar Enganando-o como lhes aprouver Sabes que vives o dia agora... Foges, menino, enquanto puder! Pois a noite logo cobrará sua hora..Escrito por **LeggionariA LunA** às 11h24 [] Busca Será mesmo assim preciso Para achar-se enfim, o amor Todo o ser seja conciso Com outro, no mesmo ardor? Não havendo diferenças Do horizonte que vêem impreciso Será justa mesmo a crença De que tudo isto é dor? Melhor seria talvez retomar Outra trilha que deixei passar? Por irritar-me até hoje o fato Que de minha alma tenha este um retrato... Pois me adivinha de longe, e lê Tudo que sei não poder escrever Ah, mas ele e eu, dois corações Que se dividem e se perdem – iguais- Em tantas loucas paixões! Escrito por **LeggionariA LunA** às 10h54 [] |