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Vê-se sim, em teus olhos cansados Que desistisse assim,de um malogrado De buscar o que nunca encontramos De amar em alguém tudo que amamos.
Buscas extremas,lutas mortais Abateram qualquer de teus ideais E assim o cansaço, parece Se instalou em tua alma, e agora adormece...
O abstrato leio em teus versos concretos Um labirinto adivinho em teus olhos incertos Que ainda não viram que no último céu Um sutil farol te encontrará sob um véu
Que esconde-nos a grande verdade da vida E aos pés desta toda inquietude é caída Te guiará. Pois para aquele que não desiste A verdade guarda o mar, além do pântano triste
Como o legado a quem nunca se rende E buscou além do ver,além da corrente A verdade que nos trará a paz E então não nos abandonará jamais.
Bom gente este poema é uma homenagem ao meu amigo Romualdo Dantas do blog "thexfiles", que eu adoro muuuito apesar de não nos conhecermos pessoalmente,e que tem uma alma maravilhosa como raríssimas se encontram. Este poema é uma resposta a um que ele me enviou,ele é um ótimo poeta,se quiserem conferir, o endereço é www.thexfiles.zip.net . Também hoje estou com vontade de rasgar a seda um pouquinho para outro amigo meu, Igor, também poeta,este meu conterrâneo da melhor terra do mundo, Recife, quem quiser visitá-lo também é www.literarios.zip.net meus amores, vocês são a prova de que homens com alma existem,pra calar minha própria boca que tantas vezes disse isso...hehehe...pra mim vcs são o retorno do Augusto dos Anjos e do Drummond...respectivamente...beijão. Queria agradecer aos comentários que vem me assustando!nunca vi tantos! Estou ensaiando alguns contos e desde ontem estou com a idéia fixa de um 'livro' mas não posso falar ainda o que é...e espero que consiga terminar,coisa que raramente faço! Hoje tive um dia egoísta...tive até que fazer uma lista referente a este...regrinhas do meu egoísmo: 1) "Nãaaaaaao mexa nos meus cds!" 2)"Um pouquinho? Do miojo??" (Nunca divido nissim miojo ; não é muito bom...mas já é tão pouco!rs) 3)"Quem está com as minhas havaianas???" (existe coisa melhor pra calçar? e pra não ser propaganda, servem as similares) Ah,estou lendo o Código da Vinci..pq existem tantas críticas?Até agora estou achando ótimo! Qual o problema que alguns vêem com os best-sellers? Tudo bem, Paulo Coelho não é lá meu preferido, mas a dica 'taí' : Verônica decide morrer, muito bom mesmo...mas ainda prefiro (alguns sabem) o Fernando Sabino...ah, o Fernando Sabino! beijão pra vocês e ótima semana Escrito por **LeggionariA LunA** às 18h42 [] (I) O orvalho da noite saltitava Sobre o luar, quando o senti... Ouvi no canto do córrego As suas liras secretas Vi que o vermelho da tarde Sabe o segredo do mar Alegorias primaveris Quatro meses a estação Flores da paisagem que saem No verde abstrato, a nadar Resguardam a aversão Que sobra dos amores que vão. Vi o brilho da pedra que seduz... Cega. Reluz o gume que sangrou a paixão E eu também vi, Ninguém o foge.
(II) Suporte Não desista Não se assuste Você é todo alquimia Seu melhor ouro brilha Seu sorriso Já não te aquecem Os mesmos braços Quanto tempo já se foi... Há sandálias e alguma bolsa... Pegue e siga Coma adiante nostalgia E beba todas lágrimas Sem se preocupar com a poeira do vento forte O sol está acima do seu E de todos os caminhos.
(III) Talvez seu sorriso brilhe Talvez só eu o saiba Uma lágrima com o dom de queimar O frio e o vento me chamam Me amam Me guardam. Canto para o sono... Que me cobre em sete véus Companheiro do abandono.
Ao meu amigo Igor,taí, coloquei o Degas porque você me tomou o Van Gogh... Gente eu só gosto de templates com conteúdo...rsrsrs já tava bem na hora de tirar o Abaporu né..(saudades) adoro azul também então quase entro em crise ao passar minutos eternos olhando meu blog pensando "troco?não troco?" mas taí...o Degas é um cara genial, como todo pintor mas o que eu gosto mesmo é que ele gosta mesmo de bailarinas...eu sempre sonhei em ser bailarina qd criança (hoje todos riem quando digo isso, porquê será?) bom então eu viajo nas bailarinas do Degas...ai tem 3 poemas e mais um embaixo (que sei que vocês não lêem...)perdi dois graças a essa coisa inconstante e voluntariosa como a dona que é este pc...tentarei lembrar...ou refazer.bjs Escrito por *LuA* às 17h34 [] Fotografias rubros de luz esparsos de cores mau-cheiram os matos como um manto guardam a fonte viva do meu passado perdido... das eras tão imortais que estão comigo... dos olhos que não me esqueço de sempre que me entristeço o abraço que me continha no acaso do que vivia a certeza de um outro infinito um albergue que não existe que não sai de minha cabeça fazendo meu caminho melhor na minha eternidade sem cor no fim da colina o fim da colina o abandono do passado o encontro da tormenta fotografias da minha mente. Escrito por *LuA* às 17h29 [] Uma chama mais que se apaga Oriunda do meu coração Todas as estradas que busco São sinuosas Todas as luzes que me conduziam já apagaram... E todas as estrelas já cegaram E todas as coisas que poderiam ser ditas Já se calaram. E tudo de que fugi era confuso O som que toca ao fundo Também já morreu. As lágrimas que nasceram Sequei-as, eu Entre o luar E o chão real Onde posso me encontrar...? O limiar da verdade E do que me traz dor Amor e desamor No conflito etéreo De coração e razão O que escolho... amar. Escrito por *LuA* às 08h05 [] Na direção da nascente Reuni minhas palavras e mandei-as vagar. E sobre os cacos dos segundos que tornaram-se eternos me pego caminhando cada dia mais sem destino. Essa alternância entre entusiasmo e cansaço do mundo é uma luta entre dois gladiadores equiparáveis e quase imortais. Tenho tentado tanto e nada ultimamente... eu tentei respirar, eu tentei me encontrar em tantos olhos e o espelho não me reflete. Vejo o desânimo se instalar sobre mim sem encontrar resistência, e aquela aceitação das coisas que eu tanto temia e condenava parece ter deturpado, sem que eu visse, o rumo da minha estrada, e eu nem ao menos olhei a janela. Vou vagando nas incertezas de outros corações na espera de um dia encontrar um não para me guiar, mas para seguir comigo. E, sem mais saber de esperanças de que isso ocorra vejo que já não me importo e que não sou tão forte diante dos problemas reais quanto imaginei que fosse. E é algo estranho de se perceber que todo aquele amor que parece transbordar de você em palavras e gestos, não tem na nascente uma só de sua gota. Porque amor, como o concebemos, é sempre uma mentira, um fingimento. É convergir de uma hora para outra alguns de seus objetivos, é falar as mesmas coisas com a entonação de algo que nunca foi dito. Cada vez mais refaço meus ideais tão difíceis de achar e tão fáceis de se perder. Mas ainda me resta a sensação desagradável quanto consoladora de que há um lugar em que eu, ao menos parcialmente, me encontre, e há a certeza de que não é este. Pior ainda é estar cercado de pessoas desejando estar com outras que nem sei se existem. Ruim não é viver. Ruim é pensar que se vive. Tenho visto meus erros em presépio, e na gaveta em que eu os imaginei escondidos estão na verdade os que não cometi, dizendo-me a todo instante que o medo é o real erro de que não posso desfazer-me. A cada dia vejo que chego mais perto de uma das minhas reais conquistas, que é valorizar sinceramente uma pessoa, depois dessa minha mania de observá-las, suas atitudes, seus gestos comuns, vejo que a beleza do amor é quando me vejo ridiculamente estúpida para amar os defeitos de alguém, com essa minha mania de amor, seja fraterno, conjugal ou qualquer outro amor que exista. O que sei é que aumenta a cada momento a minha necessidade de me revelar de dentro para fora, como se eu quisesse mostrar-me frágil para só assim começar a ser forte. E quando menos espero ressurge meu estranho entusiasmo que parece vir da certeza de que eu tenho meu próprio pensar, semelhante a mim, indiferente a outros, mas eu serei sempre a minha essência, ainda que me perca em outros corações não paralelos ao meu, ainda que me desfaça em paixões e me desmanche em mentiras que revelem a distante utopia de um algo real. Eu, que ainda não me fui apresentada. Eu, que começo a retirar de todo ser que por ser, não é confiável, a segurança que em alguns desperto e que agora caminha para mim. Com a consciência dos meus erros tantos segredados e de tantos outros que ainda virão eu vejo que vivo enquanto procuro a explicação, mas que se a encontro já não tenho eu razão para busca alguma. É quando a solidão já não é algo que se deve espantar, pois é aceitável que você reclame que ninguém o compreenda. O que é inadmíssível é que você não veja, claro como é, que ninguém o pode compreender. A razão de tudo como eu deveria sentir é como um quadro que eu pintaria multicor, conquanto confusas, por próximas, estivessem as cores, no momento necessário eu saberia distinguí-las, ainda que sem poder separá-las. Se as misturo, perco-me de vez. Se as conservo sistemáticas, outras vou procurar. A ousadia é o poder de se brincar com o fogo da hipocrisia, de quando todos sabem as palavras que pairam no ar e somente eu tenho ganas de trazê-las aos meus lábios, provocando ironia, simpatia, descaso, aborrecimentos... Tanto tempo procurando o indizível me fez deparar com a verdade de que o que há de mais obscuro não é mais do que aquilo que todos nós sabemos. E vivemos. Só ainda não sei como manter firme a minha resistência de não me quedar ao que está ao meu redor, de não deixar a correnteza anular minha gota, que embora esteja nestas águas e com elas conviva em repúdio, o meu caminho não é o mar, vou na direção da nascente.
Ormai credo, non hai ieri. Non hai domani. tutto è lo che have ventorno il giorno. è la solitudine la mia cumpagna.è dificile, come lo so. sento come se hai un rumore che sopra nel'anima...e non so più se vorrei dirte ora che non se va... Di un amore che non hai vivrei sempe.
Perdi a utopia do amor No quintal da casa de sonhos As nuvens cinzas enfim chegam Com o chamado da minha alma Cansada. Escrito por *LuA* às 07h40 [] |