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Unidos e vencidos Nossa vitória maior foi conquistada Nossa glória é oculta e não é nada Quando andávamos todos no rumo da luz Conseguimos apenas sustentar uma só cruz Quando tudo parecia uma verdade só Percebemos que o castelo era de pó E marchamos para a luta tão voraz Em que não nos percebemos ser capaz E tudo o que levávamos era a certeza De enfrentar e vencer a aspereza De expandir e sublimar nosso ideal Em meio a nossa juventude irreal Marchamos todos a uma voz Que ansiava, a gritar dentro de nós Por mudar um mundo tão doente E não era assim tão simplesmente E não era assim, por nossas mãos Então tudo de mentira foi ao chão E a mentira parece sempre mais forte Para traçar adiante a nossa sorte Com os pés descalços marchamos Com espadas de papel lutamos E agora cada um para seu lado Nos perguntamos: que será que deu errado? Vencidos na refrega, a desistir Quando a razão é acreditar e insistir Vemos hoje: somos servos do mundo Nada nem ninguém pode mesmo ser profundo Unidos, embora. Aonde vamos, não se sabe Juntos até que mais um dia acabe A ilusão era um campo e foi queimado A rebeldia é sonho que está encerrado Acreditávamos na força da razão De que tudo tinha uma explicação Qual o motivo então desse marasmo Que restou da flor do nosso entusiasmo? Como se grita o que ainda insiste De um coração ainda jovem que resiste E que para sempre assim deseja ser Ainda que no mundo só venha a sofrer Sem mais certezas marchamos unidos Pela mentira do mundo, vencidos. Escrito por LuA às 07h54 [] Eu sou Eu sou esse rosto que você vê Eu sou Tudo que você pensa ser E você nunca verá alguém igual a mim Eu sou Das pessoas a mais triste Que você já conheceu Eu tenho A maior alegria que você já pôde ver Eu sou Um caleidoscópio de mil faces E eu sou O mistério das noites desertas E você nunca verá alguém igual a mim Eu sou A mais simples de todas as pessoas Eu sou A engenharia mais complexa que você conheceu E eu posso ser a mais feia E a mais bela mulher que você já viu E eu sou A sua certeza mais firme E a sua dúvida mais perturbadora E você nunca verá Outra igual a mim E você nunca terá Alguém que seja assim Pois eu estou Em tudo que já pude e que procuro compreender E eu estou em você E eu posso Posso todas as coisas em que acredito E você nunca verá alguém com tanto ideal E você não conhece ninguém mais vago Mais sem rumo, mais perdido e mais incerto do que eu Você nunca verá alguém igual a mim E eu sou A mais traiçoeira das cobras E sou a mais leal das plumes Eu sou a águia Eu sou o lírio Eu sou o mar E o vagalume Sou teu passado, teu erro impune Sou teu presente mais ausente Sou teu futuro Teu amanhã mais obscuro Sou todas as pessoas que você já viu Serei todas as pessoas Que você irá conhecer E você sempre verá alguém igual a mim. Escrito por LuA às 17h21 [] |