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essa é a minha segunda música preferida...linda,linda,linda, ela é simplesmente tudo, tem a letra mais completa que uma musica ja pôde reunir,é de legião urbana, isso resume né?para os que me conhecem e sabem o quanto arrepia,é só assim que podemos medir a importância de uma música;quem nunca ouviu,vale a pena, aliás, façam como eu, tudo de legião é pouco!essa semana não pude postar tudo que escrevi, pois não tive tempo de digitar alguns textos que estão muito longos,vão abaixo só três e o resto vem na semana.bjudelua

Metal contra as nuvens
- Legião urbana -

Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor – eu tenho
E temo o que agora se desfaz...

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus, nunca me vi tão só!
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Mas sou metal: raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha, sempre será
Minha terra tem a lua tem estrelas, sempre terá

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei...

E por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso o que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo o que se foi
E o que não existe mais...

Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra de ninguém
Eu sei que devo resistir:
Eu quero a espada em minhas mãos!

Eu sou metal: raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render,
Que caia o inimigo então!

E tudo passa, tudo passará
Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora,
Apenas começamos.




Escrito por LuA às 04h00
[]




Enquanto você dorme

Vais em bora
Sem alarde
É tarde
A noite
Devora
É festa
É hora
A dança
Que nasce
Enlace
De braços
Abraços
De alguém
E dormes
É certo
O dia
Já vem
Desperto
Te vejo
Te beijo
Espanto?
E tanto
Medo
Flutua
Segredo
Com a lua
Calado
Guardado.

Escrito por LuA às 03h46
[]




E o que é a loucura?

Talvez em sã consciência eu me privasse de escrever sobre tal assunto temendo um diagnóstico provável por parte dos leitores.
Mas, sã consciência, como não a tenho e não tenho a mente em perfeito estado para recordar a última vez que a tive – se a tive – eis o desvario escrito de um meu desvario abstrato.
Louco não é só aquele que, no sentido literal do termo, é “doido de atirar pedra”. Loucura também não é uma forma de ofensa, não é uma forma de dizermos que a pessoa bate a cabeça contra a parede, ou tem uma secretíssima identidade de realeza, ou inventa aventuras mirabolantes nas quais ninguém acredita – nenhum problema com os mundos imaginários...
Há a loucura diagnóstica, a loucura mórbida, a loucura cômica, mas há uma loucura admirável, mais ainda por estar germinada em cada um de nós.
Quando só nós resta a insanidade como meio de buscar o equilíbrio; quando, valendo-nos da coragem de que só um Real louco é capaz, enfrentamos a torrente de tudo que possa nos prejudicar a essência, e buscamos o que queremos, ainda quando o que desejamos é um desvario total, desacreditado por parte dos ‘sãos’... A coragem para pensar diferente e depois ser tido como louco : esta é a mais bela das loucuras.
Quando temos a louca pretensão de ignorar todo um mundo de opiniões e conceitos para seguir um rumor incerto como um sussurro que ecoa dentro de nós; quando paramos o mundo, e o nosso mundo, para ouvir esse vago sopro; quando ignoramos e contestamos a Lei, e passamos a construir com o álbum de nossa história a nossa própria lei.
Quando usamos nossa voz para realmente falar (não apenas dizer coisas) ou uma caneta para dizer por si todas as utopias em que você se arriscaria, todas as coisas que você precisa dizer quando sabe que ninguém está ouvindo; quando expressa seus pensamentos mesmo correndo o risco de perder alguém para sempre...
Quando você provoca o senso comum, despertando e chocando opiniões a seu respeito; quando você tresvaria rua afora com um grupo de amigos, despertando do silêncio a curiosidade alheia, duvidando da própria mentecapcidade, quando arrima-se na loucura para nem ao menos sentir, muito menos magoar-se com o que é dito a seu respeito, e também não elevar-se com o que de elogios recebe, esta é a Real loucura.
Quando você se dispõe a procurar sozinho mundo afora um sentimento que ninguém mais procura e que só você pode fazer real, desbravando com o tênis furado de seu ideal e a pouca bagagem de sua coragem a realeza de tanta hipocrisia, cantando um sentimento tão forte, tão bonito, que chama por alguém que seja tão somente sincero, apenas. Quando você desiste por um momento dessa procura inútil e resolve parar de pensar...
Quando você ama, além das fronteiras, além dos defeitos, além de erros, de beijos e momentos, quando você canta qualquer coisa para não sufocar. Quando você ama muito aquém de tudo que esperaria; quando você dispensa tudo que sonhou para amar sem rumo, correndo descalço de mãos dadas pelo caminho empoeirado que antes você adornou de flores; quando você se deixa suspirar, esperar, roer unhas, chorar, sentir frio na barriga...quando você nem mais pensa, e ama, ama e ama!
Quando você guarda todas as suas certezas como a lua, que muda sempre e nunca está no mesmo lugar, não deixando porém de ser, apesar de tudo isso, a mesma...
A Real loucura, de saber que está condenado à solidão no isolamento de seus ideais desacreditados por tantos.
A Real loucura (a pior de todas) é saber-se sóbrio o bastante para saber o quanto se é louco, sem contudo cogitar desistir da empreitada, sem jamais conseguir alhear-se à sua própria loucura.
A loucura é a razão, tão bela razão do insane, que trilha um caminho frágil, por ser construído por si próprio a cada momento correndo riscos a cada novo passo dado, apenas por não querer andar nos caminhos traçados, por saber que estes só o podem levar aonde outros já chegaram.
A Real loucura é a arma que tem o poder de, por nossas mãos, redefinir e valorizar palavras gastas abandonadas aos lábios da multidão.
A Real loucura dá-nos o dom para enxergar as cores que existem além da aquarela.
Todo sonhador, todo idealista é louco. Sejamos loucos na loucura de nossos sublimes ideais!


Escrito por LuA às 03h45
[]




Palavras soltas

Há tanto dentro de mim que nao sei explicar,como um mar que se revela a partir das ondas que quebram mas nao se pode enxergar.Me traduzo em palavras que nao sabem falar o que se passa tao fundo num amargo olhar e às vezes me escapa e me vejo parar, estarrecida diante do teu olhar que me descobre e me inunda com um mistério negro de imensidão a louvar e me vejo vagar novamente nessa saudade que já sei de cor e dou a volta ao mundo mas retorno por um instante a lembrar,deixar, reviver...nada esqueço,passado algum conheço, tudo de vivido está em mim, e você ainda está aqui, meu orgulho te esmaga e te faz reviver,dentro de mim quando é muito tarde para se voltar atrás, e fico só a contemplar o que estaríamos vivendo agora, e o teu erro me impede de te trazer de volta, mas até nunca é tão forte! tão forte quanto o que senti, que se vai aos poucos sem que eu queira, com a tua imagem que já não consigo refazer em minha mente, e você não percebe que a distância não pôde afastar minha lembrança, como não pode perceber que só terminou para você.

Escrito por LuA às 03h43
[]




Distante e descrente

Ao parar para analisar minha vida
Sem entender os meus passos
Vejo que acerto
Enquanto erro
Vejo que erro tentando acertar
Quando o que penso não é bastante
Para disso tudo me salvar
O meu instinto inconstante
É o que pode me guiar
E quando vem o amanhecer
E estou perdida nisso tudo
O sono me responde
Com o esquecimento do mundo
E tudo que há de maior já não posso alcançar
Mas sempre alugo forças para recomeçar
Quando não sei onde estão as minhas.
Hoje eu vi um mundo triste
Que me espera
Hoje eu vi o mundo na tv
Que me faz sentir sem voz
Diante de tudo, diante disso tudo
Ouça os ecos do meu grito sem voz...
Eu sou tão errada, isso é tão certo
O senso comum faria da minha vida
Uma cena insuportável
Mas tenho amigos, e isso é tudo
Tenho amigos para pensar comigo
Para dançar comigo à beira do precipício
Caminhando juntos sem entender nossos passos
Me distraio no caminho
E corro a qualquer parte do espaço
Para fugir de um mundo decadente
Um mundo de escombros
De gente doente
Coberta de ouro
E de pó
Quero despir minha mente
E acreditar que nos conhecemos hoje
E acreditar num mundo falido
Fingir que não há competição
Quando vou poder me conformar com o mundo?
Quando vou poder amar nisso tudo?
Mais um dia lá fora
Que eu não estou vivendo
Aumento o passo
E continuo correndo....



Escrito por LuA às 09h33
[]




Esfinge

Voce não sabe
Voce pensa que me conhece
Mas está só me dizendo
Tudo o que eu queria ouvir
É possível alguém ser verdadeiro
Sem sentir?
Vá adiante de sua covardia
Vá adiante e tente
Tente me dizer o que sente
Isso não me afastará de você.
Vá adiante e tente
Tente me olhar nos olhos
Você não me verá por dentro
Mas vou te fazer acreditar.
Eu não preciso de dúvidas
Eu não preciso de você
Você não sabe
Que eu não estou aqui
Eu estou despedaçada
Eu estou por todos os lados
Eu nasci sem ter idade
Não tenho nome, não tenho palavras
Eu sou só eternidade.
E eu odeio
Odeio todo mundo, amo a qualquer um
Pelo que este poderia ser.
O dia amanheceu
E eu acordei
Mas você não quer acordar
Você não pode acordar.
Você só espera um dia
Decifrar o meu olhar.


Escrito por LuA às 09h30
[]




Insanes e errantes

Já faz um tempo
Você não olhava o céu, não via a lua;
Dois mundos se esbarraram na esquina
E resolvem seguir a mesma rua...

Diferente, tão simples e fácil
Você não tenta me prender
E eu acabo me envolvendo
Eu já nem penso o que vai ser.

Você é tão indiferente
Como quem quer e desistiu
E você é tão dependente
Assim tão torpe, assim tão vil.

Você parece um mar tão calmo
Quando eu pareço detonar
Você já está exposto em si mesmo
Quando eu procuro te enxergar.

Não tenha pena de si mesmo
Isso pode te ajudar
Ninguém é mais do que ninguém,
Isso você já pode enxergar.

Hoje nós nos conhecemos
E amanhã assim vai ser
A cada dia eu te esqueço
E torno a te conhecer.

Eu te esqueço, te traio, te deixo
E volto, pela vontade de te ver
E ao te encontrar, nos perdoamos
Nossa grande vontade de viver.

Não quero você pra me dizer
‘ as coisas são sempre assim’
Nada do que outros tentam ser
Não quero você para mim.

Insanes e inconsequentes
Bem pouco nos serve o tempo
Atração que fatalmente
Nos faz ver um só momento.

E eu fico a te olhar
No teu jeito jovial
Quando fala sobre o mundo
Nosso mundo, desigual...

E eu te espero, lembrando
Como é fácil te calar
Já não penso, tudo isso
Aonde pode me levar?

Nem marcamos o momento
E espero para fazer morrer
Em sua boca as palavras inúteis
Que nada podem nem querem dizer.

Sentimentos tão distantes
Tudo assim, tão imperfeito
É assim tão diferente
Tudo assim, do nosso jeito.


Escrito por LuA às 09h23
[]




Análogo

É isso que você quer ser?
Não tente me impressionar
Ao falar
Você só consegue me mostrar
Como queria estar agora.

É isso que você é?
Um rosto, nada mais
Um rosto bonito que lhe basta
Você vê o mundo através de um espelho
Você tem tão pouca chance de ir além!

É isto que você sempre quis ser?
Fazer o mundo viver suas mentiras
Personagem de palavras que te iludem
Minhas palavras frias machucam você?

É até aí que conseguiu chegar?
Eu vejo você em seus escombros
E rindo da covardia eu sigo
Eu não sou tão confusa assim
Tanta certeza te incomoda?

Você não pode perceber
Que mente para si mesmo?
Você não pode perceber
Que eu estou em sua mente
Norteando com minhas palavras
Tudo que faz adiante?

Você tenta fugir de mim
Com atitudes e palavras
Você é tão criança ainda para ver
Mas sabe, como eu sei
Que eu estou além
E estou dentro
De você.



Escrito por LuA às 09h21
[]




Adverso

Você nunca descobrirá o que quer
E qualquer certeza sua será levada...
O seu livro incerto foi fechado
E livros fechados não dizem nada.

Noite sem lua, é o que lhe resta
Noites sem lua adiante
A eternidade do teu ‘pra sempre’
Ficou perdida em algum instante.

Um papel guardado está escrito
Tão repleto de eternidades
Tudo que a mim sempre foi dito
Tudo em que nunca encontrei verdade.

Incapaz de saber o que vem a ser
Um sentimento realmente incondicional
Isso ainda está tão longe de você
Faz parte somente de um vago ideal.

Verdades ecoam sim, em sua alma
Rimadas ou não, uma vez te falei
Que você era tão fraco para ir contra tudo
Para vir de encontro ao que eu já sonhei.

Logo será mentira sua verdade mais pura
Como poderia eu me deixar envolver
Por alguém que sentimentos não procura
E tão só de paixões deseja viver?

Palavras não ditas encerraram o conflito
E em palavras confusas buscávamos os dois
Iludir um ao outro com o que foi dito
Mas vencedor algum não restou depois.

(como se sente ao ser diferente de mim? Nós somos os mesmos?)



Escrito por LuA às 09h20
[]




Mas afinal, o que é o vazio?

O vazio é uma palavra que marca presença em grande parte dos meus poemas. É também uma palavra que me vem à mente na hora de repudiar coisas, lugares e pessoas fúteis.
O vazio é a ânsia de estar a todo momento à espera de tanto e de nada.
O vazio é algo que ocupa um espaço vazio que existe enquanto você se ocupa em procurar algum objetivo menos vazio.
O vazio é aquilo que preenche o vazio que resta quando você não desiste de ir aonde quer chegar, reconhecendo que não tem idéia de qual seja esse lugar.
O vazio é sutil ao ponto de poucos o poderem enxergar por trás de lábios nada vazios de de palavras sonoras, advindas de um mundo que não está em você, quando você está nesse mundo.
O vazio é aquela sensação desagradável que te ocupa no fim do dia, quando você está cansado demais para poder pensar no porquê daquele vazio.
O vazio é um –sentimento?- algo que vem caridosa e silenciosamente te fazer companhia enquanto os outros sentimentos estão cansados e saem de folga.
Vazio é uma palavra que foi criada para com cinco letras ocupar um espaço vazio, definindo o vazio.
O vazio é o cansaço de quase desistir de uma procura que você não sabe exatamente aonde irá lhe levar.
O vazio é aquilo que você sente tendo à frente dos seus olhos alguém que julga imaginar a dimensão do seu vazio.
O vazio é aquilo que completa o seu vazio quando tudo que você faz é lutar exaustivamente para fugir de um mundo vazio.
O vazio passou a me preencher, quando passei a evitar tudo de fútil e vazio.

E, à maneira do Fernando Sabino, devo dizer, “a continuar assim, não terei outra saída, estarei mesmo perdido”, estarei mesmo vazio. Estou mesmo é vazio de palavras para explicar e vazio de sentidos para entender tudo que agora (preenche?esvazia?) me domina neste momento-vazio.


Escrito por LuA às 07h00
[]




Essa ‘ode’ é uma (longa, como uma ode) homenagem ao ‘aniversário’ de morte de um sonho que terminou quando eu tinha quinze anos, uma data dessa semana que se repete todos os dias...(o título se refere a outra data, uma data de nascimento) ...

Lágrimas de setembro

Diz aonde te encontrar
Eu, que tanto te busquei
Eu, que já te procurei
Já não sei aonde ir
Em busca do teu olhar
Te procurei na escuridão
Na calmaria do mar
No céu e na sua imensidão
Te encontrei no meu silêncio
No amargor da solidão
Nas lágrimas que não caíam
Nos horizontes vazios
Nas aquarelas escassas de cor.
Te procurei onde não deveria:
Rebentos vazios de amor
Nas pessoas que eu conheci...

Sabe, achei em alguém outro dia
Teu sorriso, teu nome e teu rosto
Mas esse alguém não tinha tua alma
Seus braços não tinham o calor do amor
Não me guardavam da mentira,
Pois neles também ela se encerrava...
Seus olhos não tinham a dimensão da verdade
Seu sentimento não tinha a segurança do real
Sua voz tão semelhante não soava sincera...
Esse alguém tão alheio, como eu
Que nas palavras me entorpecia
Mas nas ações ele se perdia...
Esse alguém nunca teria
Seu jeito, seu amor, sua coragem
Esse alguém nunca teria sua verdade
Esse alguém não era você.

Sepulcro de prantos matinais
Que num túmulo encerra meus sonhos agora
Dentro dele jaz um olhar
Pelo qual me perco a buscar
Esse olhar agora não mais existe
Suas pálpebras desfeitas na terra...
De seu riso restaram os ossos
Desfazendo-se enquanto eu morria
Em seus lábios frios um beijo
Meu beijo que ficou...

Acorde, acorde
Por que não me responde?!
Por que não sinto a pulsação
Que me embalava ao seu regaço...?
Por que seu sangue não pode mais fluir?
Por que não ouço-te sorrir?
Por que não é capaz de ouvir-me súplice
A gritar teu nome em vão...?
Por Deus, aonde irá
Aonde irei eu, sem mais te encontrar...?
Onde se guarda algo que não mais se encontrará?
Qual o destino de tudo que se perde assim...

A velocidade das nossas mentes
A velocidade de nossos sonhos
A velocidade que te perdeu...
A velocidade que como uma maldição
Destinou-se a mim, desde esse momento
Na pressa a viver, se ela te fez morrer...
Tua voz morreu num último grito
Gélidas mãos que me conduziam
O frio do teu corpo é o prenúncio
Do que me deixa na alma infeliz...
Acorde, acorde!
Levante e venha me salvar
Não vês que não posso existir
Não te lembras do medo que tenho
Da vida, do mundo, de viver sem ti?!

Volte para a vida, devolva-me a minha!
Alguém faça-me sentir real
Alguém me faça viver, creio, não vivo
Pois ninguém consegue me ver...!
Penso estar louca, penso querer estar
Uma dor maior do que a mente pode suportar!

Onde estão os que outrora choravam por ti?
Todos seguem suas vidas, indiferentes
Apenas para mim não há um túmulo
Apenas eu não sou capaz de aceitar o real
E vivo em minha vida a tua morte
Que me trouxe a exaustão dos pensamentos
Dos sentimentos, dos sonhos...
E vivo assim sem rumo, ser sem norte...

Dos alvos sonhos à rigidez dos músculos
Da cor da vida à palidez marmórea
Teu rosto em luz como o orvalho
Na sombra das noites escarlates
Sepulcros que vêem todas as noites
Minha alma, que sobre a tua, chora
A solidão do abandono num mundo de mágoas
A tua alma que não há, que não sei se ainda há...
Mas que procuro em algum lugar, qualquer lugar

Cubram de lírios o túmulo do amor!
Do amor que morreu em mim
O amor que para mim acabou
Vazio por dentro da essência
Rosas, dálias, cravos mórbidos
Cubram o sepulcro do amor!
Pois ele ali jaz, longe do mundo
E da maldade que o viria corromper
Cubram o sepulcro do amor
E adornem o altar de cetim branco
O altar que dentro em mim louva ao pó
Que se fez na penumbra de um soluço infindo
Cubram o sepulcro do amor!
Debaixo da terra qualquer ilusão
Todo sonho envolto num féretro em marfim...
Cubram pois ali, poucos puderam saber,
Ali, o amor acabou.


Escrito por LuA às 06h34
[]




Quando a noite cai, sem que eu perceba
Meus lábios se calam e o silêncio invade
E um vazio me toma sem que eu note
É a falta que você me faz
É a falta de você aqui
Para poder me abraçar como a uma criança
Para me fazer esquecer esse mundo de mentiras
Isso tudo que me cerca e me assusta agora.
Você me abandonou nesse mundo absurdo
Você se foi e parece até que nunca existiu
E eu fiquei só com meus medos
Querendo apenas chorar em seus braços
Vagando no frio entre ruas tão desertas
Em que não há ninguém para encontrar
E tudo que eu queria agora
Era pedir que me conduzas pela mão
Era pedir que me aceites tão errante
Te pedir que me ensines como fazer...
Era te pedir, soluçando em teus braços
Para que me ames quando eu menos mereça
Pois é exatamente aí que eu mais preciso...
Estou só,
Sou só.
E não há ninguém em parte alguma
A quem eu possa entregar o controle de tudo
A quem eu revele o meu medo
Medo de que tudo isso me perca...
Alguém para quem eu seja somente eu mesma
Diante do qual eu possa chorar sem medo
Mas não há em quem confiar
Não há mais uma só pessoa
Que não tenha intenção de me machucar...
Eu sou tão pequena diante disso tudo!
E eu sou tão fraca diante de tanta maldade...
Quisera deixar de ser por um momento
A segurança e o porto de todos que me cercam
E dizer que também preciso de quem me entenda
E dizer minha verdade tão clara, tão simples:
Sou tão confusa e tão frágil...!
Eu só queria você aqui pra me abraçar
E me consolar dizendo que vemos além disso tudo
Mas você se foi e me deixou nesse mundo
E me mandou conviver e aceitar esse absurdo
E converter minha mente em perversão
Não quero hoje rimar palavras, eu quero mesmo
Em teus braços a calma do mar, me aninhar
Eu só quero alguém em quem confiar
Será pedir muito...?
Eu só quero alguém para me ver chorar
Alguém cansado disso tudo, querendo verdade
Encontrando-a no meu olhar. Mas você foi
E não há quem me ajude a serenar minha mente
Não há quem me aceite, desfazendo meus temores
Quem me desarme e me veja, então: frágil!
Confortando meu vazio, mas desistem...pelo fácil
Para muitos, um ‘mundinho’ de sentimentos...
E me lembro de você, sem medo da verdade...
Eu só seguro entre as mãos essa cabeça turbulenta
E choro como só por ti me permito chorar
Choro por querer apenas te abraçar
Mas você se foi e me deixou nesse absurdo
E ninguém há por aqui nesse vazio...
Será pedir muito...o silêncio do teu abraço
Tão pouco e não posso mais desejar!
Nem posso mais pensar, eu choro e é só
E tu não podes me ouvir chorar
Como uma criança, tal qual o que sou...
No meu quarto tão só, e procuro um papel
A escrever verdades soltas
Com a clareza de uma criança
A criança que queria em teus braços ficar
No silêncio, sentir te amar
Em teu peito, poder chorar...


Escrito por LuA às 03h20
[]




bom agora que já mudei o template, quem tiver dicas sobre como mudar o perfil( para aqueles mais livres) e para esse etc, por favor me comunique, para que eu evite novamente procurar sozinha até rachar a cabeça...bjudelua

Escrito por LuA às 03h41
[]




ufa!! enfim consegui mudar o tal do template...não aguentava mais aqueles modelos da uol...apesar de não saber nem por onde começar, decidi, fui atrás, achei um site, mudei tudo e taí, espero que gostem, foi difícil mas no final, a gente chega à mesma conclusão de toda vez que aprende algo difícil "ah, é tão fácil"...ah queria agradecer ao meu amigo 'thexfiles' por tentar me ajudar nessa empreitada da qual também nao sabia nada heheh bjodelua meu povo...

Escrito por LuA às 03h26
[]




olá pessoal to de volta depois de um tempinho incomunicável...realmente foi uma surpresa quando vi os últimos comentários, bjaum pra galera da ESS, e do col, bom saber que cs aindas lembram de mim...e, anderson, ão eu não achei nada demais não, se eu fiz o blog é pra receber visita mesmo!os emails que me mandaram ainda nao respondi, mas vou fazer isso essa semana ainda, blza?bjudelua p vcx

Escrito por LuA às 02h08
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Sobre música...

Ser eclético é simplesmente admirar, além do que se ouve, a música. Acho que posso me considerar eclética (desde que consideremos aqui somente o que se pode realmente chamar música). A música é a segunda arte que mais admiro. Tem o dom de sentimentalizar-nos: fazer óperas dramáticas a nossos romances ou fazer comédia de nossos momentos de farra. Tem o dom único de, quando lembrada, nos transportar de volta a situações, sentimentos e até pessoas.
Ecletismo difere muito de não ter personalidade musical e está muito além da falta de senso crítico. É através dela que exercitamos a difícil arte de expandir nossos horizontes, de abrir nossas mentes: parar de pensar para ouvir e sentir. Mesmo que naquele ônibus apertado e parado no trânsito algum locutor invente de relembrar na sua rádio as galhofas do inesquecível Raul Seixas, que para você pareçam horríveis. Ouvir, gravar o sentimento que aquilo pode te passar, mesmo aquela irritação, mescla de tédio, proporcionada pelas vozes estridentes de umas “Kelly Key s” que aparecem todos os dias sem pretensões vocálicas – ou sem pretensões nenhuma- é o dom da música!
Não sabe o bem que é música quem nunca se dispôs a ouvir inteiros dois cds do nosso forró, pulando mais que de repente para o Bee Gees, Beatles, Bob Marley, The Fevers, encerrando com ‘Solaris’. Não sabe desse dom quem nunca pediu emprestado o porta-cd de um amigo e gravou para si, num só cd, Chico Buarque, Capital Inicial, Titãs, Babado Novo, Elis Regina, Araketu, Limão com Mel, Calcinha Preta, Avril Lavigne, Kid Abelha, Alanis Morissette, Nação Zumbi, Silver Chair, Could Play, Zeca Baleiro, Ramones, Cássia Eller, Roupa Nova, Lenine, Joss Stone, Laura Pausini, encerrando com a grande Legião Urbana.
Confusão sonora? Não. É sentir na mpb uma harmonia de letra, som e voz (sem igual) e sentir uma tranquilidade (e conseguir ficar mais calma que o meu normal). É embalar com o forró (ignoremos as letras) uma força que vem do sensualismo da dança, pela qual meu sangue ferve e diante da qual não consigo ficar parada, capaz de retomar meu ânimo em ocasiões de apatia. É sentir com o mangue o regionalismo pernambucano, tão forte nas veias, no protesto urbano e polêmico que é só nosso. É ouvir o reggae e, de repente, não estar nem aí para mais nada. É aumentar o volume do Jorge Aragão e do Zeca Pagodinho (por que não?) num domingo de Sol, reunião de família e amigos e um grande churrasco em casa (nada melhor!). É contagiar-se com a energia do axé, do agito que tá no nosso sangue e nos faz pular até cansar. É arrancar do ‘electric’ uma capacidade de resistência de dançar a noite inteira e inventar passos cada vez mais bizarros e inimagináveis. É, por fim, encher o som de rock, (leve, pesado, gótico, metal, new metal,nacional, internacional, romântico ou pornofônico) e conversar com ele sobre os nossos problemas comuns – confusões mentais, crises existenciais, crises sentimentais, crises de tédio, crises de rebeldia, crises de choro, crises de loucura, crises de protesto, crises...
Abrir os horizontes: sentir antes de julgar. Ouvir um brega e perceber que está apaixonado, valeu a pena. Abaixo os forrozeiros! Abaixo os pagodeiros! Abaixo os mangueiros, bregueiros, ‘mpbeiros’, abaixo os rockeiros! Abaixo estes títulos ridículos e os confrontos de personalidade que saem de coisa alguma e levam a lugar nenhum. Avante os ecléticos que, no meio dessa guerra, diante disso tudo, temos mais o que fazer...


(e antes que voces, eiros e eiras,fechem a página para vir me cuspir na cara, fica avisado: esta é minha opinião...)


Escrito por LuA às 02h01
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Aurora

Vem aurora
Norteando
Acordando
O jardim

Em seus raios
Morre a lua
Que se faz
Cor de marfim

Morre a lua
Vai-se a noite
Vem um sol
Tão alfenim

As estrelas
Que desmaiam
Não retornam
Para mim.


Escrito por LuA às 01h59
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Sedução

No meio da turba destes desertores
Cercados de cor e de exprobação
Vamos vivendo a alienação
Renegando sonhos, desfolhando flores.

Alteiam-nos mil enleios da paixão
Somos seus filhos sedentos de glória
Nesta guerra insana em busca da vitória
Destruímos sonhos em grande extensão.

Hilariantes romances, divina comédia
Teatros alheios a escarnecer
Infames desordeiros somente a fazer
De qualquer ser, ironia prévia.

Somos amantes do amor por si próprio
Eleitos de Vênus, mãe da sedução
Podendo sorrir de nossa solidão
Da verdade guardando apenas o ópio.

Temos sede de beijos e amores
Coleções portentosas para ostentar
E de prêmios: lágrimas de vis ardores
Que nossas figuras possam despertar.

Somos a grande maioria que há
Somos mentiras, fatos inconstantes
Ainda há muito para conquistar
E esquecer no espaço de um instante.


Escrito por LuA às 01h58
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Maldição

Neste céu de lamas tão escuras
Em que jaz a minha maldição
Vês em mim a sombra da amargura
Torrente loucura de um coração.

E em meus sonhos indeléveis e impossíveis
Mentecapto incansável de buscar
Tocar todas essas coisas indizíveis
Que, de ordinário, não se expressam em falar.

Ignoro tantas ambições
Não que busque assim a modéstia
É que alçando a outras ilusões
Irei mais além de ambições acéfalas.

E a você, que meus sentimentos subestima
A vocês que tanto conheço, só em ver
Largos, rasos, almas sem rima
Quando mais te elevas muito perdes de ter.

Surpreender enquanto nada estimo
E se bem quero, me fazer prever
Na loucura tenho meu arrimo
Na agonia meu ritmo de viver.

Eis então a minha lei:
Não ter lei alguma, ter apenas emoção
Ser fiel a mim e só a mim o ser
Águia assaz fagueira, insane vulcão.


Escrito por LuA às 01h57
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José Severino da Silva

- Nasci na mata, à sombra dos coqueiros
Criei-me abaixo deles e acima do destino
E de tanto procurar maior arrimo
Acabei a andar com simples bandoleiros.

Fui à cidade sentir a fumaça
Vi o campo, a relva, o avesso de tudo
Amei moças belas e mulheres do mundo
Vivia a sorrir toda dita desgraça.

Histórias ouvi, outras muitas criei
Mitos e crenças, lenda me fiz
Fui mendigo e ladrão; soldado, não quis
Como sol, me pus. Como barco, vaguei.

Comprei promessas e cigarros em vão
Injúrias e ofensas muitas falei
Com meus punhos cerrados machuquei
Tantas faces que nem sei hoje quais são.

Os torpores do vinho vivia a sentir
Já cortei-me por minha própria navalha
Fui tão bom quanto fui canalha
Rezei o tanto quanto menti.

Tentando fazer meu próprio destino
Não tinha dinheiro pra comprar sem me vender
Cheirei mal, dormi mal; e sem me abater
Fui bicho, fui homem, fui menino.

No desafio, venci o inimigo
O perigo afrontou o brio da minha espada
E eu, que morri sem encontrar abrigo,

Vejo hoje: minha alma ainda viva!
E agora que sou todos e sou nada
Sei que sou José Severino da Silva!



Escrito por LuA às 01h55
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Resposta

Onde a lua te encontrou
Não se fez surgir a bruma
Ela viu-te mas voltou
Na neblina da espuma.

Deste mar de que tens medo
E desvias teu olhar
Deste mar surgia ela
Pela noite a desbravar.

E tu ficavas à janela
Medroso e só a procurar
A esperar quem não se espera
Quem devias ir buscar.

Pois a lua que tu vistes
Pela tua janela passou
E quando deixava-te tão triste
Outras janelas ela buscou.

Ela estava à tua janela
Onde está, que não a vês?
Vaga por uma escura noite bela
Dissipa a luz que o dia fez.

E nunca soubeste de onde ela vinha
O que era enfim e onde iria estar
Nascera do som que rugia o mar
Buscava alguém que tua mente não continha.

Na neblina perdera a própria razão
Ela vive há muito tempo a buscar
E segue hoje apenas a emoção
Que outro alguém lhe veio despertar.

Que ares podem fazer brisa ao seu coração
Se desfaz a bruma de não ser constante?
Sobre o inverno que te fica doravante
Ri-se ela e saltita sobre a lama do chão.



Escrito por LuA às 01h53
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A meretriz

-E de menina passei a mulher
Tão pouco tempo fui criança!
As roupas desceram-me em um dia qualquer
E, uma vida, passei a viver uma dança.

A dança do corpo num ritmo quente
Precursor de suores alucinantes
Meretriz, não! Sou amante da gente
E minha sede é sem fim, exorbitante.

Por meus olhos destilo veneno
De animal selvagem que em mim se esconde
De meus lábios, um convite obsceno
Minhas mãos sutis te convidam para longe.

E no cansaço, quando tudo passado
Vem o lamento deste ser sem valor
Visto uma roupa de que não necessito
Nunca me aprouve a palavra pudor.

No exercício animal de meus vis instintos
Tu presumes que nada a mais eu sinta:
Tenho sede do amor, que nem sonho
E deste é que um dia hei de morrer faminta!

E quando passe toda a beleza
E quando a sede acabar-se, enfim,
Terei do dinheiro toda a proeza
Do preço que eu mesma valho para mim.



Escrito por LuA às 01h50
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Folhas secas

Vejo hove o vento vindo da invernada
Mais que de repente uma cruel rajada
De trovões e raios que o céu desfere

Contra mim, e folhas secas voam
Onde meus passos arrastados soam
Como o tropel que a mim mesma fere.

Em vão procuro divisar um rancho
Para trancar consigo o meu pranto
E mesmo em face do frio, quisera

Estar perdida para me buscares
E me arrancar de todos os olhares
E me roubar a última quimera.


Escrito por LuA às 01h47
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Castelo de areia

Eras a sombra ao poente
Por que buscava o meu ser
Neste agreste imponente
Em que eu me via morrer.

Eras o mar de esperança
Que eu não ousava sonhar
Eras a calma constância
Que eu me via a buscar.

Eras argila e, por minhas mãos
Ergui-te em alto castelo
Mas se tu fostes ao chão,

É que o amor veio a cair
Mas de joelhos o vi tão belo
Que da poeira o fiz erigir.


Escrito por LuA às 01h46
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4 por 2

 

Eu vou embora                                       

Eu volto atrás

Nossos momentos são todos iguais

Todos diferentes

Inerentes

Anormais

Enquanto eu fugia

Você desistia

Enquanto eu testava

Você não sabia

Eu saía, não via

Você não sentia

Eu não me importava

E você, e você?

Não sabia onde ia

Quisera

Pudera

Retomar o recomeço

O preço

Que não se supunha

Mas acho

Não acho

Não sei nada mais

Não faz

Sentido

O vivido

Assim

Pra mim eu não quero

Eu espero

Eu te ligo

E desligo

Não sigo e você, e você?

O que faz?

Se entrega

E renega

Volta atrás

Na certeza de que nada sabe a mais

Pra poder perceber

Entender

Resolver

O que vou dizer

Pra você e você

Espera na pressa de decidir

Na minha pressa de viver

Na nossa ânsia de saber

Algo estranho a se sentir

Forte

Sorte

De falar sem te ouvir

Na certeza do incerto

Correto

Concreto

De não estar aqui

Te entender

Te dizer

A chuva etá forte e eu estou

Agora não vou

Até quando

Eu não sei

Não direi

O que deve fazer

Te provei

O que não soube dizer

Mas você falou

E faliu

No que não soube provar

E não viu

E as palavras ficaram

Brotaram

Calaram

Melhor relevar

Não falar

Nem calar

Nada do que imaginava

Tudo que caiu

Melhor assim

Semelhante a mim

Você se dispersa

Eu finjo não ir

Não vem para cá

Semana no fim

Eu aqui, você lá

Estamos nos divertindo

De um jeito

De um modo

Nosso modo

Defeito

Confuso

Conceito

Falha moral...

Tudo igual!

Sem saber

Não vamos enlouquecer?

Somos quatro

Dois a dois

Nosso ‘eu literário’

Nosso ‘eu, nada mais’

Combate

Guerrilha

Na trilha

Voraz

Eu contra mim

Você e você

Nós dois por ninguém

E por nós

Nossa voz

Que nos fala

E cala

Apesar de você

Te querer

Nada mais a saber...

Labirinto

Consinto

Conciso

Menino

Confuso

Obtuso

Ignoro

E te adoro.

 

 



Escrito por LuA às 08h59
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