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essa é a minha segunda música preferida...linda,linda,linda, ela é simplesmente tudo, tem a letra mais completa que uma musica ja pôde reunir,é de legião urbana, isso resume né?para os que me conhecem e sabem o quanto arrepia,é só assim que podemos medir a importância de uma música;quem nunca ouviu,vale a pena, aliás, façam como eu, tudo de legião é pouco!essa semana não pude postar tudo que escrevi, pois não tive tempo de digitar alguns textos que estão muito longos,vão abaixo só três e o resto vem na semana.bjudelua Metal contra as nuvens - Legião urbana - Não sou escravo de ninguém Ninguém é senhor do meu domínio Sei o que devo defender E por valor – eu tenho E temo o que agora se desfaz... Viajamos sete léguas Por entre abismos e florestas Por Deus, nunca me vi tão só! É a própria fé o que destrói Estes são dias desleais. Mas sou metal: raio, relâmpago e trovão Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão. Reconheço meu pesar Quando tudo é traição O que venho encontrar É a virtude em outras mãos. Minha terra é a terra que é minha, sempre será Minha terra tem a lua tem estrelas, sempre terá Quase acreditei na sua promessa E o que vejo é fome e destruição Perdi a minha sela e a minha espada Perdi o meu castelo e minha princesa. Quase acreditei, quase acreditei... E por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo Olha o sopro do dragão... É a verdade o que assombra O descaso o que condena A estupidez o que destrói Eu vejo tudo o que se foi E o que não existe mais... Tenho os sentidos já dormentes O corpo quer, a alma entende Esta é a terra de ninguém Eu sei que devo resistir: Eu quero a espada em minhas mãos! Eu sou metal: raio, relâmpago e trovão Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão. Não me entrego sem lutar Tenho ainda coração Não aprendi a me render, Que caia o inimigo então! E tudo passa, tudo passará Tudo passa, tudo passará... E nossa história não estará pelo avesso assim Sem final feliz Teremos coisas bonitas pra contar E até lá vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra trás Apenas começamos O mundo começa agora, Apenas começamos. Escrito por LuA às 04h00 [] Enquanto você dorme Vais em bora Sem alarde É tarde A noite Devora É festa É hora A dança Que nasce Enlace De braços Abraços De alguém E dormes É certo O dia Já vem Desperto Te vejo Te beijo Espanto? E tanto Medo Flutua Segredo Com a lua Calado Guardado. Escrito por LuA às 03h46 [] E o que é a loucura? Talvez em sã consciência eu me privasse de escrever sobre tal assunto temendo um diagnóstico provável por parte dos leitores. Mas, sã consciência, como não a tenho e não tenho a mente em perfeito estado para recordar a última vez que a tive – se a tive – eis o desvario escrito de um meu desvario abstrato. Louco não é só aquele que, no sentido literal do termo, é “doido de atirar pedra”. Loucura também não é uma forma de ofensa, não é uma forma de dizermos que a pessoa bate a cabeça contra a parede, ou tem uma secretíssima identidade de realeza, ou inventa aventuras mirabolantes nas quais ninguém acredita – nenhum problema com os mundos imaginários... Há a loucura diagnóstica, a loucura mórbida, a loucura cômica, mas há uma loucura admirável, mais ainda por estar germinada em cada um de nós. Quando só nós resta a insanidade como meio de buscar o equilíbrio; quando, valendo-nos da coragem de que só um Real louco é capaz, enfrentamos a torrente de tudo que possa nos prejudicar a essência, e buscamos o que queremos, ainda quando o que desejamos é um desvario total, desacreditado por parte dos ‘sãos’... A coragem para pensar diferente e depois ser tido como louco : esta é a mais bela das loucuras. Quando temos a louca pretensão de ignorar todo um mundo de opiniões e conceitos para seguir um rumor incerto como um sussurro que ecoa dentro de nós; quando paramos o mundo, e o nosso mundo, para ouvir esse vago sopro; quando ignoramos e contestamos a Lei, e passamos a construir com o álbum de nossa história a nossa própria lei. Quando usamos nossa voz para realmente falar (não apenas dizer coisas) ou uma caneta para dizer por si todas as utopias em que você se arriscaria, todas as coisas que você precisa dizer quando sabe que ninguém está ouvindo; quando expressa seus pensamentos mesmo correndo o risco de perder alguém para sempre... Quando você provoca o senso comum, despertando e chocando opiniões a seu respeito; quando você tresvaria rua afora com um grupo de amigos, despertando do silêncio a curiosidade alheia, duvidando da própria mentecapcidade, quando arrima-se na loucura para nem ao menos sentir, muito menos magoar-se com o que é dito a seu respeito, e também não elevar-se com o que de elogios recebe, esta é a Real loucura. Quando você se dispõe a procurar sozinho mundo afora um sentimento que ninguém mais procura e que só você pode fazer real, desbravando com o tênis furado de seu ideal e a pouca bagagem de sua coragem a realeza de tanta hipocrisia, cantando um sentimento tão forte, tão bonito, que chama por alguém que seja tão somente sincero, apenas. Quando você desiste por um momento dessa procura inútil e resolve parar de pensar... Quando você ama, além das fronteiras, além dos defeitos, além de erros, de beijos e momentos, quando você canta qualquer coisa para não sufocar. Quando você ama muito aquém de tudo que esperaria; quando você dispensa tudo que sonhou para amar sem rumo, correndo descalço de mãos dadas pelo caminho empoeirado que antes você adornou de flores; quando você se deixa suspirar, esperar, roer unhas, chorar, sentir frio na barriga...quando você nem mais pensa, e ama, ama e ama! Quando você guarda todas as suas certezas como a lua, que muda sempre e nunca está no mesmo lugar, não deixando porém de ser, apesar de tudo isso, a mesma... A Real loucura, de saber que está condenado à solidão no isolamento de seus ideais desacreditados por tantos. A Real loucura (a pior de todas) é saber-se sóbrio o bastante para saber o quanto se é louco, sem contudo cogitar desistir da empreitada, sem jamais conseguir alhear-se à sua própria loucura. A loucura é a razão, tão bela razão do insane, que trilha um caminho frágil, por ser construído por si próprio a cada momento correndo riscos a cada novo passo dado, apenas por não querer andar nos caminhos traçados, por saber que estes só o podem levar aonde outros já chegaram. A Real loucura é a arma que tem o poder de, por nossas mãos, redefinir e valorizar palavras gastas abandonadas aos lábios da multidão. A Real loucura dá-nos o dom para enxergar as cores que existem além da aquarela. Todo sonhador, todo idealista é louco. Sejamos loucos na loucura de nossos sublimes ideais! Escrito por LuA às 03h45 [] Palavras soltas Há tanto dentro de mim que nao sei explicar,como um mar que se revela a partir das ondas que quebram mas nao se pode enxergar.Me traduzo em palavras que nao sabem falar o que se passa tao fundo num amargo olhar e às vezes me escapa e me vejo parar, estarrecida diante do teu olhar que me descobre e me inunda com um mistério negro de imensidão a louvar e me vejo vagar novamente nessa saudade que já sei de cor e dou a volta ao mundo mas retorno por um instante a lembrar,deixar, reviver...nada esqueço,passado algum conheço, tudo de vivido está em mim, e você ainda está aqui, meu orgulho te esmaga e te faz reviver,dentro de mim quando é muito tarde para se voltar atrás, e fico só a contemplar o que estaríamos vivendo agora, e o teu erro me impede de te trazer de volta, mas até nunca é tão forte! tão forte quanto o que senti, que se vai aos poucos sem que eu queira, com a tua imagem que já não consigo refazer em minha mente, e você não percebe que a distância não pôde afastar minha lembrança, como não pode perceber que só terminou para você. Escrito por LuA às 03h43 [] Distante e descrente Ao parar para analisar minha vida Sem entender os meus passos Vejo que acerto Enquanto erro Vejo que erro tentando acertar Quando o que penso não é bastante Para disso tudo me salvar O meu instinto inconstante É o que pode me guiar E quando vem o amanhecer E estou perdida nisso tudo O sono me responde Com o esquecimento do mundo E tudo que há de maior já não posso alcançar Mas sempre alugo forças para recomeçar Quando não sei onde estão as minhas. Hoje eu vi um mundo triste Que me espera Hoje eu vi o mundo na tv Que me faz sentir sem voz Diante de tudo, diante disso tudo Ouça os ecos do meu grito sem voz... Eu sou tão errada, isso é tão certo O senso comum faria da minha vida Uma cena insuportável Mas tenho amigos, e isso é tudo Tenho amigos para pensar comigo Para dançar comigo à beira do precipício Caminhando juntos sem entender nossos passos Me distraio no caminho E corro a qualquer parte do espaço Para fugir de um mundo decadente Um mundo de escombros De gente doente Coberta de ouro E de pó Quero despir minha mente E acreditar que nos conhecemos hoje E acreditar num mundo falido Fingir que não há competição Quando vou poder me conformar com o mundo? Quando vou poder amar nisso tudo? Mais um dia lá fora Que eu não estou vivendo Aumento o passo E continuo correndo.... Escrito por LuA às 09h33 [] Esfinge Voce não sabe Voce pensa que me conhece Mas está só me dizendo Tudo o que eu queria ouvir É possível alguém ser verdadeiro Sem sentir? Vá adiante de sua covardia Vá adiante e tente Tente me dizer o que sente Isso não me afastará de você. Vá adiante e tente Tente me olhar nos olhos Você não me verá por dentro Mas vou te fazer acreditar. Eu não preciso de dúvidas Eu não preciso de você Você não sabe Que eu não estou aqui Eu estou despedaçada Eu estou por todos os lados Eu nasci sem ter idade Não tenho nome, não tenho palavras Eu sou só eternidade. E eu odeio Odeio todo mundo, amo a qualquer um Pelo que este poderia ser. O dia amanheceu E eu acordei Mas você não quer acordar Você não pode acordar. Você só espera um dia Decifrar o meu olhar. Escrito por LuA às 09h30 [] Insanes e errantes Já faz um tempo Você não olhava o céu, não via a lua; Dois mundos se esbarraram na esquina E resolvem seguir a mesma rua... Diferente, tão simples e fácil Você não tenta me prender E eu acabo me envolvendo Eu já nem penso o que vai ser. Você é tão indiferente Como quem quer e desistiu E você é tão dependente Assim tão torpe, assim tão vil. Você parece um mar tão calmo Quando eu pareço detonar Você já está exposto em si mesmo Quando eu procuro te enxergar. Não tenha pena de si mesmo Isso pode te ajudar Ninguém é mais do que ninguém, Isso você já pode enxergar. Hoje nós nos conhecemos E amanhã assim vai ser A cada dia eu te esqueço E torno a te conhecer. Eu te esqueço, te traio, te deixo E volto, pela vontade de te ver E ao te encontrar, nos perdoamos Nossa grande vontade de viver. Não quero você pra me dizer ‘ as coisas são sempre assim’ Nada do que outros tentam ser Não quero você para mim. Insanes e inconsequentes Bem pouco nos serve o tempo Atração que fatalmente Nos faz ver um só momento. E eu fico a te olhar No teu jeito jovial Quando fala sobre o mundo Nosso mundo, desigual... E eu te espero, lembrando Como é fácil te calar Já não penso, tudo isso Aonde pode me levar? Nem marcamos o momento E espero para fazer morrer Em sua boca as palavras inúteis Que nada podem nem querem dizer. Sentimentos tão distantes Tudo assim, tão imperfeito É assim tão diferente Tudo assim, do nosso jeito. Escrito por LuA às 09h23 [] Análogo É isso que você quer ser? Não tente me impressionar Ao falar Você só consegue me mostrar Como queria estar agora. É isso que você é? Um rosto, nada mais Um rosto bonito que lhe basta Você vê o mundo através de um espelho Você tem tão pouca chance de ir além! É isto que você sempre quis ser? Fazer o mundo viver suas mentiras Personagem de palavras que te iludem Minhas palavras frias machucam você? É até aí que conseguiu chegar? Eu vejo você em seus escombros E rindo da covardia eu sigo Eu não sou tão confusa assim Tanta certeza te incomoda? Você não pode perceber Que mente para si mesmo? Você não pode perceber Que eu estou em sua mente Norteando com minhas palavras Tudo que faz adiante? Você tenta fugir de mim Com atitudes e palavras Você é tão criança ainda para ver Mas sabe, como eu sei Que eu estou além E estou dentro De você. Escrito por LuA às 09h21 [] Adverso Você nunca descobrirá o que quer E qualquer certeza sua será levada... O seu livro incerto foi fechado E livros fechados não dizem nada. Noite sem lua, é o que lhe resta Noites sem lua adiante A eternidade do teu ‘pra sempre’ Ficou perdida em algum instante. Um papel guardado está escrito Tão repleto de eternidades Tudo que a mim sempre foi dito Tudo em que nunca encontrei verdade. Incapaz de saber o que vem a ser Um sentimento realmente incondicional Isso ainda está tão longe de você Faz parte somente de um vago ideal. Verdades ecoam sim, em sua alma Rimadas ou não, uma vez te falei Que você era tão fraco para ir contra tudo Para vir de encontro ao que eu já sonhei. Logo será mentira sua verdade mais pura Como poderia eu me deixar envolver Por alguém que sentimentos não procura E tão só de paixões deseja viver? Palavras não ditas encerraram o conflito E em palavras confusas buscávamos os dois Iludir um ao outro com o que foi dito Mas vencedor algum não restou depois. (como se sente ao ser diferente de mim? Nós somos os mesmos?) Escrito por LuA às 09h20 [] Mas afinal, o que é o vazio? O vazio é uma palavra que marca presença em grande parte dos meus poemas. É também uma palavra que me vem à mente na hora de repudiar coisas, lugares e pessoas fúteis. O vazio é a ânsia de estar a todo momento à espera de tanto e de nada. O vazio é algo que ocupa um espaço vazio que existe enquanto você se ocupa em procurar algum objetivo menos vazio. O vazio é aquilo que preenche o vazio que resta quando você não desiste de ir aonde quer chegar, reconhecendo que não tem idéia de qual seja esse lugar. O vazio é sutil ao ponto de poucos o poderem enxergar por trás de lábios nada vazios de de palavras sonoras, advindas de um mundo que não está em você, quando você está nesse mundo. O vazio é aquela sensação desagradável que te ocupa no fim do dia, quando você está cansado demais para poder pensar no porquê daquele vazio. O vazio é um –sentimento?- algo que vem caridosa e silenciosamente te fazer companhia enquanto os outros sentimentos estão cansados e saem de folga. Vazio é uma palavra que foi criada para com cinco letras ocupar um espaço vazio, definindo o vazio. O vazio é o cansaço de quase desistir de uma procura que você não sabe exatamente aonde irá lhe levar. O vazio é aquilo que você sente tendo à frente dos seus olhos alguém que julga imaginar a dimensão do seu vazio. O vazio é aquilo que completa o seu vazio quando tudo que você faz é lutar exaustivamente para fugir de um mundo vazio. O vazio passou a me preencher, quando passei a evitar tudo de fútil e vazio. E, à maneira do Fernando Sabino, devo dizer, “a continuar assim, não terei outra saída, estarei mesmo perdido”, estarei mesmo vazio. Estou mesmo é vazio de palavras para explicar e vazio de sentidos para entender tudo que agora (preenche?esvazia?) me domina neste momento-vazio. Escrito por LuA às 07h00 [] Essa ‘ode’ é uma (longa, como uma ode) homenagem ao ‘aniversário’ de morte de um sonho que terminou quando eu tinha quinze anos, uma data dessa semana que se repete todos os dias...(o título se refere a outra data, uma data de nascimento) ... Lágrimas de setembro Diz aonde te encontrar Eu, que tanto te busquei Eu, que já te procurei Já não sei aonde ir Em busca do teu olhar Te procurei na escuridão Na calmaria do mar No céu e na sua imensidão Te encontrei no meu silêncio No amargor da solidão Nas lágrimas que não caíam Nos horizontes vazios Nas aquarelas escassas de cor. Te procurei onde não deveria: Rebentos vazios de amor Nas pessoas que eu conheci... Sabe, achei em alguém outro dia Teu sorriso, teu nome e teu rosto Mas esse alguém não tinha tua alma Seus braços não tinham o calor do amor Não me guardavam da mentira, Pois neles também ela se encerrava... Seus olhos não tinham a dimensão da verdade Seu sentimento não tinha a segurança do real Sua voz tão semelhante não soava sincera... Esse alguém tão alheio, como eu Que nas palavras me entorpecia Mas nas ações ele se perdia... Esse alguém nunca teria Seu jeito, seu amor, sua coragem Esse alguém nunca teria sua verdade Esse alguém não era você. Sepulcro de prantos matinais Que num túmulo encerra meus sonhos agora Dentro dele jaz um olhar Pelo qual me perco a buscar Esse olhar agora não mais existe Suas pálpebras desfeitas na terra... De seu riso restaram os ossos Desfazendo-se enquanto eu morria Em seus lábios frios um beijo Meu beijo que ficou... Acorde, acorde Por que não me responde?! Por que não sinto a pulsação Que me embalava ao seu regaço...? Por que seu sangue não pode mais fluir? Por que não ouço-te sorrir? Por que não é capaz de ouvir-me súplice A gritar teu nome em vão...? Por Deus, aonde irá Aonde irei eu, sem mais te encontrar...? Onde se guarda algo que não mais se encontrará? Qual o destino de tudo que se perde assim... A velocidade das nossas mentes A velocidade de nossos sonhos A velocidade que te perdeu... A velocidade que como uma maldição Destinou-se a mim, desde esse momento Na pressa a viver, se ela te fez morrer... Tua voz morreu num último grito Gélidas mãos que me conduziam O frio do teu corpo é o prenúncio Do que me deixa na alma infeliz... Acorde, acorde! Levante e venha me salvar Não vês que não posso existir Não te lembras do medo que tenho Da vida, do mundo, de viver sem ti?! Volte para a vida, devolva-me a minha! Alguém faça-me sentir real Alguém me faça viver, creio, não vivo Pois ninguém consegue me ver...! Penso estar louca, penso querer estar Uma dor maior do que a mente pode suportar! Onde estão os que outrora choravam por ti? Todos seguem suas vidas, indiferentes Apenas para mim não há um túmulo Apenas eu não sou capaz de aceitar o real E vivo em minha vida a tua morte Que me trouxe a exaustão dos pensamentos Dos sentimentos, dos sonhos... E vivo assim sem rumo, ser sem norte... Dos alvos sonhos à rigidez dos músculos Da cor da vida à palidez marmórea Teu rosto em luz como o orvalho Na sombra das noites escarlates Sepulcros que vêem todas as noites Minha alma, que sobre a tua, chora A solidão do abandono num mundo de mágoas A tua alma que não há, que não sei se ainda há... Mas que procuro em algum lugar, qualquer lugar Cubram de lírios o túmulo do amor! Do amor que morreu em mim O amor que para mim acabou Vazio por dentro da essência Rosas, dálias, cravos mórbidos Cubram o sepulcro do amor! Pois ele ali jaz, longe do mundo E da maldade que o viria corromper Cubram o sepulcro do amor E adornem o altar de cetim branco O altar que dentro em mim louva ao pó Que se fez na penumbra de um soluço infindo Cubram o sepulcro do amor! Debaixo da terra qualquer ilusão Todo sonho envolto num féretro em marfim... Cubram pois ali, poucos puderam saber, Ali, o amor acabou. Escrito por LuA às 06h34 [] Quando a noite cai, sem que eu perceba Meus lábios se calam e o silêncio invade E um vazio me toma sem que eu note É a falta que você me faz É a falta de você aqui Para poder me abraçar como a uma criança Para me fazer esquecer esse mundo de mentiras Isso tudo que me cerca e me assusta agora. Você me abandonou nesse mundo absurdo Você se foi e parece até que nunca existiu E eu fiquei só com meus medos Querendo apenas chorar em seus braços Vagando no frio entre ruas tão desertas Em que não há ninguém para encontrar E tudo que eu queria agora Era pedir que me conduzas pela mão Era pedir que me aceites tão errante Te pedir que me ensines como fazer... Era te pedir, soluçando em teus braços Para que me ames quando eu menos mereça Pois é exatamente aí que eu mais preciso... Estou só, Sou só. E não há ninguém em parte alguma A quem eu possa entregar o controle de tudo A quem eu revele o meu medo Medo de que tudo isso me perca... Alguém para quem eu seja somente eu mesma Diante do qual eu possa chorar sem medo Mas não há em quem confiar Não há mais uma só pessoa Que não tenha intenção de me machucar... Eu sou tão pequena diante disso tudo! E eu sou tão fraca diante de tanta maldade... Quisera deixar de ser por um momento A segurança e o porto de todos que me cercam E dizer que também preciso de quem me entenda E dizer minha verdade tão clara, tão simples: Sou tão confusa e tão frágil...! Eu só queria você aqui pra me abraçar E me consolar dizendo que vemos além disso tudo Mas você se foi e me deixou nesse mundo E me mandou conviver e aceitar esse absurdo E converter minha mente em perversão Não quero hoje rimar palavras, eu quero mesmo Em teus braços a calma do mar, me aninhar Eu só quero alguém em quem confiar Será pedir muito...? Eu só quero alguém para me ver chorar Alguém cansado disso tudo, querendo verdade Encontrando-a no meu olhar. Mas você foi E não há quem me ajude a serenar minha mente Não há quem me aceite, desfazendo meus temores Quem me desarme e me veja, então: frágil! Confortando meu vazio, mas desistem...pelo fácil Para muitos, um ‘mundinho’ de sentimentos... E me lembro de você, sem medo da verdade... Eu só seguro entre as mãos essa cabeça turbulenta E choro como só por ti me permito chorar Choro por querer apenas te abraçar Mas você se foi e me deixou nesse absurdo E ninguém há por aqui nesse vazio... Será pedir muito...o silêncio do teu abraço Tão pouco e não posso mais desejar! Nem posso mais pensar, eu choro e é só E tu não podes me ouvir chorar Como uma criança, tal qual o que sou... No meu quarto tão só, e procuro um papel A escrever verdades soltas Com a clareza de uma criança A criança que queria em teus braços ficar No silêncio, sentir te amar Em teu peito, poder chorar... Escrito por LuA às 03h20 [] bom agora que já mudei o template, quem tiver dicas sobre como mudar o perfil( para aqueles mais livres) e para esse etc, por favor me comunique, para que eu evite novamente procurar sozinha até rachar a cabeça...bjudelua Escrito por LuA às 03h41 [] ufa!! enfim consegui mudar o tal do template...não aguentava mais aqueles modelos da uol...apesar de não saber nem por onde começar, decidi, fui atrás, achei um site, mudei tudo e taí, espero que gostem, foi difícil mas no final, a gente chega à mesma conclusão de toda vez que aprende algo difícil "ah, é tão fácil"...ah queria agradecer ao meu amigo 'thexfiles' por tentar me ajudar nessa empreitada da qual também nao sabia nada heheh bjodelua meu povo... Escrito por LuA às 03h26 [] olá pessoal to de volta depois de um tempinho incomunicável...realmente foi uma surpresa quando vi os últimos comentários, bjaum pra galera da ESS, e do col, bom saber que cs aindas lembram de mim...e, anderson, ão eu não achei nada demais não, se eu fiz o blog é pra receber visita mesmo!os emails que me mandaram ainda nao respondi, mas vou fazer isso essa semana ainda, blza?bjudelua p vcx Escrito por LuA às 02h08 [] Sobre música... Ser eclético é simplesmente admirar, além do que se ouve, a música. Acho que posso me considerar eclética (desde que consideremos aqui somente o que se pode realmente chamar música). A música é a segunda arte que mais admiro. Tem o dom de sentimentalizar-nos: fazer óperas dramáticas a nossos romances ou fazer comédia de nossos momentos de farra. Tem o dom único de, quando lembrada, nos transportar de volta a situações, sentimentos e até pessoas. Ecletismo difere muito de não ter personalidade musical e está muito além da falta de senso crítico. É através dela que exercitamos a difícil arte de expandir nossos horizontes, de abrir nossas mentes: parar de pensar para ouvir e sentir. Mesmo que naquele ônibus apertado e parado no trânsito algum locutor invente de relembrar na sua rádio as galhofas do inesquecível Raul Seixas, que para você pareçam horríveis. Ouvir, gravar o sentimento que aquilo pode te passar, mesmo aquela irritação, mescla de tédio, proporcionada pelas vozes estridentes de umas “Kelly Key s” que aparecem todos os dias sem pretensões vocálicas – ou sem pretensões nenhuma- é o dom da música! Não sabe o bem que é música quem nunca se dispôs a ouvir inteiros dois cds do nosso forró, pulando mais que de repente para o Bee Gees, Beatles, Bob Marley, The Fevers, encerrando com ‘Solaris’. Não sabe desse dom quem nunca pediu emprestado o porta-cd de um amigo e gravou para si, num só cd, Chico Buarque, Capital Inicial, Titãs, Babado Novo, Elis Regina, Araketu, Limão com Mel, Calcinha Preta, Avril Lavigne, Kid Abelha, Alanis Morissette, Nação Zumbi, Silver Chair, Could Play, Zeca Baleiro, Ramones, Cássia Eller, Roupa Nova, Lenine, Joss Stone, Laura Pausini, encerrando com a grande Legião Urbana. Confusão sonora? Não. É sentir na mpb uma harmonia de letra, som e voz (sem igual) e sentir uma tranquilidade (e conseguir ficar mais calma que o meu normal). É embalar com o forró (ignoremos as letras) uma força que vem do sensualismo da dança, pela qual meu sangue ferve e diante da qual não consigo ficar parada, capaz de retomar meu ânimo em ocasiões de apatia. É sentir com o mangue o regionalismo pernambucano, tão forte nas veias, no protesto urbano e polêmico que é só nosso. É ouvir o reggae e, de repente, não estar nem aí para mais nada. É aumentar o volume do Jorge Aragão e do Zeca Pagodinho (por que não?) num domingo de Sol, reunião de família e amigos e um grande churrasco em casa (nada melhor!). É contagiar-se com a energia do axé, do agito que tá no nosso sangue e nos faz pular até cansar. É arrancar do ‘electric’ uma capacidade de resistência de dançar a noite inteira e inventar passos cada vez mais bizarros e inimagináveis. É, por fim, encher o som de rock, (leve, pesado, gótico, metal, new metal,nacional, internacional, romântico ou pornofônico) e conversar com ele sobre os nossos problemas comuns – confusões mentais, crises existenciais, crises sentimentais, crises de tédio, crises de rebeldia, crises de choro, crises de loucura, crises de protesto, crises... Abrir os horizontes: sentir antes de julgar. Ouvir um brega e perceber que está apaixonado, valeu a pena. Abaixo os forrozeiros! Abaixo os pagodeiros! Abaixo os mangueiros, bregueiros, ‘mpbeiros’, abaixo os rockeiros! Abaixo estes títulos ridículos e os confrontos de personalidade que saem de coisa alguma e levam a lugar nenhum. Avante os ecléticos que, no meio dessa guerra, diante disso tudo, temos mais o que fazer... (e antes que voces, eiros e eiras,fechem a página para vir me cuspir na cara, fica avisado: esta é minha opinião...) Escrito por LuA às 02h01 [] Aurora Vem aurora Norteando Acordando O jardim Em seus raios Morre a lua Que se faz Cor de marfim Morre a lua Vai-se a noite Vem um sol Tão alfenim As estrelas Que desmaiam Não retornam Para mim. Escrito por LuA às 01h59 [] Sedução No meio da turba destes desertores Cercados de cor e de exprobação Vamos vivendo a alienação Renegando sonhos, desfolhando flores. Alteiam-nos mil enleios da paixão Somos seus filhos sedentos de glória Nesta guerra insana em busca da vitória Destruímos sonhos em grande extensão. Hilariantes romances, divina comédia Teatros alheios a escarnecer Infames desordeiros somente a fazer De qualquer ser, ironia prévia. Somos amantes do amor por si próprio Eleitos de Vênus, mãe da sedução Podendo sorrir de nossa solidão Da verdade guardando apenas o ópio. Temos sede de beijos e amores Coleções portentosas para ostentar E de prêmios: lágrimas de vis ardores Que nossas figuras possam despertar. Somos a grande maioria que há Somos mentiras, fatos inconstantes Ainda há muito para conquistar E esquecer no espaço de um instante. Escrito por LuA às 01h58 [] Maldição Neste céu de lamas tão escuras Em que jaz a minha maldição Vês em mim a sombra da amargura Torrente loucura de um coração. E em meus sonhos indeléveis e impossíveis Mentecapto incansável de buscar Tocar todas essas coisas indizíveis Que, de ordinário, não se expressam em falar. Ignoro tantas ambições Não que busque assim a modéstia É que alçando a outras ilusões Irei mais além de ambições acéfalas. E a você, que meus sentimentos subestima A vocês que tanto conheço, só em ver Largos, rasos, almas sem rima Quando mais te elevas muito perdes de ter. Surpreender enquanto nada estimo E se bem quero, me fazer prever Na loucura tenho meu arrimo Na agonia meu ritmo de viver. Eis então a minha lei: Não ter lei alguma, ter apenas emoção Ser fiel a mim e só a mim o ser Águia assaz fagueira, insane vulcão. Escrito por LuA às 01h57 [] José Severino da Silva - Nasci na mata, à sombra dos coqueiros Criei-me abaixo deles e acima do destino E de tanto procurar maior arrimo Acabei a andar com simples bandoleiros. Fui à cidade sentir a fumaça Vi o campo, a relva, o avesso de tudo Amei moças belas e mulheres do mundo Vivia a sorrir toda dita desgraça. Histórias ouvi, outras muitas criei Mitos e crenças, lenda me fiz Fui mendigo e ladrão; soldado, não quis Como sol, me pus. Como barco, vaguei. Comprei promessas e cigarros em vão Injúrias e ofensas muitas falei Com meus punhos cerrados machuquei Tantas faces que nem sei hoje quais são. Os torpores do vinho vivia a sentir Já cortei-me por minha própria navalha Fui tão bom quanto fui canalha Rezei o tanto quanto menti. Tentando fazer meu próprio destino Não tinha dinheiro pra comprar sem me vender Cheirei mal, dormi mal; e sem me abater Fui bicho, fui homem, fui menino. No desafio, venci o inimigo O perigo afrontou o brio da minha espada E eu, que morri sem encontrar abrigo, Vejo hoje: minha alma ainda viva! E agora que sou todos e sou nada Sei que sou José Severino da Silva! Escrito por LuA às 01h55 [] Resposta Onde a lua te encontrou Não se fez surgir a bruma Ela viu-te mas voltou Na neblina da espuma. Deste mar de que tens medo E desvias teu olhar Deste mar surgia ela Pela noite a desbravar. E tu ficavas à janela Medroso e só a procurar A esperar quem não se espera Quem devias ir buscar. Pois a lua que tu vistes Pela tua janela passou E quando deixava-te tão triste Outras janelas ela buscou. Ela estava à tua janela Onde está, que não a vês? Vaga por uma escura noite bela Dissipa a luz que o dia fez. E nunca soubeste de onde ela vinha O que era enfim e onde iria estar Nascera do som que rugia o mar Buscava alguém que tua mente não continha. Na neblina perdera a própria razão Ela vive há muito tempo a buscar E segue hoje apenas a emoção Que outro alguém lhe veio despertar. Que ares podem fazer brisa ao seu coração Se desfaz a bruma de não ser constante? Sobre o inverno que te fica doravante Ri-se ela e saltita sobre a lama do chão. Escrito por LuA às 01h53 [] A meretriz -E de menina passei a mulher Tão pouco tempo fui criança! As roupas desceram-me em um dia qualquer E, uma vida, passei a viver uma dança. A dança do corpo num ritmo quente Precursor de suores alucinantes Meretriz, não! Sou amante da gente E minha sede é sem fim, exorbitante. Por meus olhos destilo veneno De animal selvagem que em mim se esconde De meus lábios, um convite obsceno Minhas mãos sutis te convidam para longe. E no cansaço, quando tudo passado Vem o lamento deste ser sem valor Visto uma roupa de que não necessito Nunca me aprouve a palavra pudor. No exercício animal de meus vis instintos Tu presumes que nada a mais eu sinta: Tenho sede do amor, que nem sonho E deste é que um dia hei de morrer faminta! E quando passe toda a beleza E quando a sede acabar-se, enfim, Terei do dinheiro toda a proeza Do preço que eu mesma valho para mim. Escrito por LuA às 01h50 [] Folhas secas Vejo hove o vento vindo da invernada Mais que de repente uma cruel rajada De trovões e raios que o céu desfere Contra mim, e folhas secas voam Onde meus passos arrastados soam Como o tropel que a mim mesma fere. Em vão procuro divisar um rancho Para trancar consigo o meu pranto E mesmo em face do frio, quisera Estar perdida para me buscares E me arrancar de todos os olhares E me roubar a última quimera. Escrito por LuA às 01h47 [] Castelo de areia Eras a sombra ao poente Por que buscava o meu ser Neste agreste imponente Em que eu me via morrer. Eras o mar de esperança Que eu não ousava sonhar Eras a calma constância Que eu me via a buscar. Eras argila e, por minhas mãos Ergui-te em alto castelo Mas se tu fostes ao chão, É que o amor veio a cair Mas de joelhos o vi tão belo Que da poeira o fiz erigir. Escrito por LuA às 01h46 [] 4 por 2 Eu vou embora Eu volto atrás Nossos momentos são todos iguais Todos diferentes Inerentes Anormais Enquanto eu fugia Você desistia Enquanto eu testava Você não sabia Eu saía, não via Você não sentia Eu não me importava E você, e você? Não sabia onde ia Quisera Pudera Retomar o recomeço O preço Que não se supunha Mas acho Não acho Não sei nada mais Não faz Sentido O vivido Assim Pra mim eu não quero Eu espero Eu te ligo E desligo Não sigo e você, e você? O que faz? Se entrega E renega Volta atrás Na certeza de que nada sabe a mais Pra poder perceber Entender Resolver O que vou dizer Pra você e você Espera na pressa de decidir Na minha pressa de viver Na nossa ânsia de saber Algo estranho a se sentir Forte Sorte De falar sem te ouvir Na certeza do incerto Correto Concreto De não estar aqui Te entender Te dizer A chuva etá forte e eu estou Agora não vou Até quando Eu não sei Não direi O que deve fazer Te provei O que não soube dizer Mas você falou E faliu No que não soube provar E não viu E as palavras ficaram Brotaram Calaram Melhor relevar Não falar Nem calar Nada do que imaginava Tudo que caiu Melhor assim Semelhante a mim Você se dispersa Eu finjo não ir Não vem para cá Semana no fim Eu aqui, você lá Estamos nos divertindo De um jeito De um modo Nosso modo Defeito Confuso Conceito Falha moral... Tudo igual! Sem saber Não vamos enlouquecer? Somos quatro Dois a dois Nosso ‘eu literário’ Nosso ‘eu, nada mais’ Combate Guerrilha Na trilha Voraz Eu contra mim Você e você Nós dois por ninguém E por nós Nossa voz Que nos fala E cala Apesar de você Te querer Nada mais a saber... Labirinto Consinto Conciso Menino Confuso Obtuso Ignoro E te adoro. Escrito por LuA às 08h59 [] |