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esse texto abaixo foi meu primeiro "livrinho", ontem mexendo no baú eu achei...essa é a primeira parte. A Lavínia é em parte um alter ego meu, mas sua história tem partes ,melhores e piores que a minha, o que há de emelhante é a forma de pensar. A história começa detalhando o fator psicológico da personagem, para que nao precise ser devidamente explicada cxada ação de sua vida, daí pra frente, que é quando ela faz 18 anos e sua vida muda, passando do sofrimento a uma série de desafios...outra história minha é a da negra Bela, mas essa está longe de ser um acervo psicológico ou sentimental, é antes uma crítica recheada de ironias, sobre uma menina sonhadora mas que tem o grande mal da inveja, e esta lhe leva a atitudes engraçadas e outras perigosas, etc, etc...não fiz poesia essa semana...a lua mudou de fase ne...falta de tempo também... Escrito por LuA às 09h29 [] Caminhando vagarosamente sobre as folhas secas imaginava quantos de seus passos já não podiam ser resgatados dos solos por que andaram. Procurava sentir o silêncio que ecoava em sua alma que condenada à solidão parecia estar. Em seu rosto a palidez se refletia, ávida das cores que não as tingiam mais. Na face em que antes a vida parecia diretamente reinar, lia-se singular abatimento, ausência de entusiasmo, como soldado desistente da refrega que lhe converteria sua glória ou sua derrota por suas próprias mãos. Mas sentia-se incapaz diante do furor com que acontecia seu destino, escrito em alguma parte do universo, com tudo que ainda haveria, já acontecido, na espera apenas de que o real lhe pudesse concretizar. Tornava à casa ao mesmo tempo em que o faziam um bando de aves marinhas que embalavam-se ao último revoar. Pensava no quanto desejava agir como estas, que iam encontrar o horizonte sem preocuparem-se se teriam onde pousar ao cair da noite, e apesar disto seguiam no caminho em que desdobrava-se apenas o mar. Como estaria agora se houvesse tido a chance de decidir? Já não podia voltar atrás, e uma invasão de pensamentos a invadiam, oriundas das lembranças que desejava esquecer. A vida a havia escolhido muitas vezes a outrem e esse desafio lhe deixara a discreta agressividade do olhar que ao perigo oculto de tudo parecia afrontar,como quem dominou o inimigo e que sente que este continua a seguir-lhe os passos, sem ter mais o dom de amedrontar, pois estava ali, contra as intempéries do tempo e do furor da natureza de todos os matizes que não a puderam abater. Porque era a eleita. Eleita de algo desconhecido, que a assustava. Predileção de tirano inconsequente que ultrapassava mesmo a justiça das escolhas que sofrera, ou a impossibilidade de momentos em que a vida lhe mostrou seu limiar em que parecia impossível que pudesse vencer. E vencera. Pudera vencer a morte. Não obstante, enfrentava a procela interior, parecendo-lhe esta, porém, muito mais custosa. A cismar no egoísmo de sua solidão rasa de esperanças em tão tenra idade, aprendera desde muito cedo o ofício de nossos idosos, que, abandonando as esperanças de sua alma em anos, como pétalas desfolhadas ao caminho, chegam ao talo desvalido da flor, é quando silenciam os lábios para ouvir -ou calar- as vozes que promanam do âmago. Absorta nesses pensamentos Lavínia subiu os degrais em falso da curta escada de madeira velha que conduzia à varanda. Ao abrir a porta, d. Blandina, sua avó, a esperava; na fisionomia, a ânsia dos que já não tem labores suficientes em que distrair a mente julgando que sua vida, perdendo com o viço da pele a importância, mais útil torna-se a compenetrar-se no viver de outro. Ao ver a pergunta muda naqueles olhos cansados, os lábios de Lavínia, quase que não animavam-se a dizer : -Então está decidido... Saiu então da sala, sem querer presenciar em seu rosto o efeito doloroso daquelas palavras, que já eram esperadas. Recorria à sonoridade de sua voz, quase em murmúrio, valendo-se deste dom que a música tem de abrandar a aflição de um silêncio reinante, num lugar tão ermo de casas e pessoas. Deteve-se no corredor, à imagem da janela. seus olhos translúcidos detiveram-se à imagem antes afagada por seus sonhos infantis: uma lua amarela e imensa, imponente, calcando abaixo de si os arvoredos distantes e todos os problemas do mundo. Recostou-se à janela, para adimirar aquela que, como ela, estava condenada à solidão, a desbravar noites negras e tantos céus sem encontrar jamais um ponto em que deter-se. Como ela, que na velocidade inconstante de seu pensamento turbulento, ora se via irradiar, deslumbrar imponente a olhos quaisquer, desviando para si as atenções possíveis dos olhos cravados no chão, ora se via reduzir infinitamente, e minguar até esconder-se – para não dizer afogar-se- no negror do mar. Não havia muito tempo porém, o ressurgir do sol a levaria a outro lugar. Esvaindo-se a noite, levaria aquela lua o fim de um tempo em sua história. Mas não desanimava, estaria disposta a buscar seu destino, onde ele estivesse. Escrito por LuA às 09h20 [] oi pessoal estou de volta, pra quem pediu atualização...ai tem onze...apesar de uns probleminhas de formatação, mas tudo bem...quanto aos contos e às crônicas, tenho sim, algumas prontas mas meu senso crítico ainda não está seguro delas, vou dar uns toques e acho que semana que vem, quem sabe... Escrito por LuA às 14h44 [] Mas isso não é tudo Eu poderia dizer palavras repetidas e desgastadas, e fazê-las tão novas quanto aquelas que, de tão usadas, reencontram seu valor a cada novo pronunciamento. Mas isso não é tudo. Eu poderia usar papel e caneta para definir-me em linhas, e permitir que tantos conheçam o pouco que eu mesma conheço de mim, do que posso ser em palavras. Mas isso não é tudo. Eu contaria como se faz para guardar e levar essa nostalgia que tenho desde que ainda não sabia o que era nostalgia, e como senti-la tão forte pelo vivido, mais ainda pelo que não foi vivido. Mas isso não é tudo. Eu poderia tentar explicar como e por quê serenei minha mente e hoje desvio-me de intrigas e discussões banais, e poderia dizer como é fácil compreender, mais ainda o quanto gosto de me dedicar a isso. Mas isso não é tudo. Eu poderia tentar transferir essa ânsia de viver com tanta pressa, à espera de tanto e de nada, e poderia falar para muitos o quanto de tempo já está perdido em coisas tão irrelevantes quanto a busca por ser-se sempre o melhor, quanto tempo vai-se perdendo em nossos hábitos mentais, inúteis, a que dedicamos um tempo precioso, que poderia ser gasto com tudo, menos consco mesmos. Mas isso não é tudo. Eu poderia traduzir em palavras poéticas todas as cores de todos os sóis que vi, nascentes, poentes, e todas as estradas que me trazem aqui. Eu poderia contar, assim, a sensação de perda constante que consigo abandonar em cada rancho já abandonado, na encosta da montanha. Mas isso não é tudo. Eu poderia olhar para alguém e mostrar-lhe o seu limite, e dentro deste, dizer-lhe tudo que poderia ser, se fosse capaz de não contentar-se com efêmeras e inseguras opiniões alheias. Poderia ajudar a alguém que percorresse algum caminho que já transpus, indicando-lhe as pedras em que já tropecei, e os atalhos em que já me perdi, trazendo-lhe ao menos até o ponto em que consegui chegar. Mas eu não digo a ninguém como deve agir, pois isso não é tudo. Não é tudo porque ainda precisamos de ações, mesmo quando repletos de palavras. Não é tudo porque palavras são somente aquilo em que queremos acreditar. Isso não é tudo, pois quantas pessoas cercam-me agora, ao labor das palavras que contradizem seus atos, esquecendo-se do quanto disso eu já vivi, e quantas vezes também agi assim, e o quanto dessa mentira saturou-se em mim... Esquecendo-se de que seremos sempre ações, ainda quando as palavras se esgotem na mente e nos lábios. Mas também isso não é tudo. Escrito por LuA às 14h33 [] Deserto Se eu quisesse Se eu pisasse duro, fortemente Poderia deixar minhas pegadas nesse chão Se eu quisesse isso, tão somente. Tentar ressurgir da boca para fora Tentar falar para escutar o certo Como em grãos de areia, palavra a palavra Tudo encerrando um grande deserto... E se a poeira às vezes embaça-me as vistas Não impede de ver o que realmente há Por fora, por dentro de qualquer pessoa Há a poeira que aqui não ficará. Rostos conhecidos se desenham Como retratos na areia molhada Mas esta secará, e com o vento Toda a poeira será levada.
Em vão tanta busca. Em vão tantas dunas Tentam esconder o que está exposto Não há como reunir a poeira que se vai Não há como enxergar, nisso tudo, o seu rosto. A areia espalha-se, ela é o deserto Ela me mostra o que realmente devo ver Quero ver a tudo que está encoberto Ela me dirá, então, como fazer. Buscando tanto, sendo tão pouco E debaixo do sol você tem que caminhar Tão pouco você sabe sobre ela São grãos que não podem se encontrar. Esta areia que nada mais é Do que os grãos que a formam Em algum vento que não sabes qual é Se dispersam, te encontram, não retornam. E se é isso o que quebranta teu sorriso E se é disso que você julga viver E se é por isso a sua luta tão inútil É que você não a pode compreender. Deixar a areia falar ao vento Deixar o vento falar ao coração E no centro que encerre essa emoção Poder sentir muito mais que o acalento E muito mais do que um momento Areias vem, areias vão Deserto e pouco sentimento Areias não levam a minha razão... Escrito por LuA às 14h31 [] Flor de Setembro É o silêncio que mesmo no dia de sol Faz a noite entrar em meu coração E no espelho, o reflexo da escuridão Das sombras distantes de saber qualquer coisa. Abrem-se as portas a qualquer pesadelo Os olhos presos da pintura na parede Presentes do longe da alvorada E de tudo que reparte o meu passado... E o passado que não vai acontecer Preso no alto de uma torre Que com palavras não se pode construir. Habitantes do anoitecer: pensamentos Que pela noite vão surgindo Preservados para sempre por uma triste visão De tentar o que já não pode ser. Achar tua alma para sempre sofrendo Viver no teu corpo para sempre morrendo Te dizer onde termina o recomeço Teu rosto é sombra em olhares de safira Do infinito do céu em que não estejas A alvidez traz as marcas fugazes Das lágrimas que se finge não perder. Destruíram os teus sonhos e canções Quem sou eu, para querer sofrer Tendo diante de mim o que resta Do que de ti em mim ficou E me deixar viver na ilusão Dois fugitivos de um sonho sanguinário. Escrito por LuA às 14h29 [] Guerra Fria Abra seus olhos Abra seus horizontes Desmonte o seu disfarce Quebre seus espelhos Não aceite o empate A guerra está armada Interrompam-se as torres Quebrem-se as escadas Destruam-se as pontes E que se fira com palavras Não se importe com o real Não se desfaça da mentira Não procure ninguém além De quem está ao seu alcance Sinta o desafio Vá muito além de buscá-lo Queime as cartas não escritas Entregue ao vento, deixe-se levar Satisfaça seus sentidos E não queira superá-los Cante e fale sentimentos E não perca em sentir Nunca seja único Seja dois, ou três, o quanto puder E não deseje chegar a lugar algum Que esteja além do que quiser Atraia para si tudo quanto puder De bom, de ruim, de inútil e fútil E quando tudo isso não mais lhe aprouver Pergunte-me e eu direi Quanto tempo você perdeu quando queria ser Muito mais do que aquilo que realmente é. (Coloquei minhas armas no chão, e não posso mais alcançá-las. Essa guerra é muito além de minhas mãos.) Escrito por LuA às 14h29 [] Como devia estar Observar o mundo que cai E divulgar o naufrágio do que foi Sonhos que começam pelo fim Saudades que caem no quintal Um castelo de papel que desabou Um brilho incostante em meu olhar Tão distante e tão fiel ao meu pesar Primaveras em outra estação Folhas secas caem no verão E a chuva que não pôde chover Agora vem tormentosa Vem agora enlouquecer A saudade que deixou-se guardada Ainda está lá, no fundo da gaveta E quando abro Só resta a vontade de senti-la Sem poder mais Dando lugar ao remorso de não podê-lo Não saber mais buscar o passado Trancando-o novamente na gaveta Sentindo de repente, num retrato Já é hora...hora de alguma coisa Que começo a enxergar mas não posso compreender E tudo ficará como devia estar. Escrito por LuA às 14h27 [] Desafios O perigo faz meu sangue ferver Andar sobre o abismo com os olhos fechados Para me provar e te provar Que estou muito além do desafio Volátil Volúvel Toda essa gente, tudo isso tão inútil Muito pouco podemos saber E lembrar Permitir Não parar Não cair Cansada de tudo, de tantos... Toda essa gente que não cansa De nos dizer o que fazer, o que pensar Se alguém há de perfeito nesse mundo Saiba que esse alguém não sou eu. Somos crianças a tal ponto de tudo saber Somos estúpidos ao ponto De dizer o que fazer Cada qual faz seu próprio caminho Cada um tem sua estrada Não o ajude a constuir, nem ensine a caminhar Não queira abrir os olhos De quem não vai enxergar Isso não te fará melhor Isso não te levará além do pouco a que conseguiu chegar Quem é dono das palavras é escravo das ações Quem é dono da verdade não é dono de ninguém. Escrito por LuA às 14h23 [] Noite A noite me convida para a rua Promessas me fazem esquecer Meu corpo levado pela música Nesse ritmo embalando tudo o mais Sem querer nem saber que pensar. O gosto amargo que ficou para trás Vozes da mentira a nos buscar E dançando, além do desafio Dançar à beira do precipício Render-se ao chamado das luzes Inebriar-se com qualquer perfume E o álcool a pressentir-se nos olhos de alguém Exalando tão próximo, a convidar E não pensar, não lembrar Num rio de ilusões, sensações A luz da lua é testemunha Olhar sem ver nada mais Lábios que encontram-se, explodem Queimando-se no ritmo inconsequente E se dispersam logo mais e, mais à frente Há alguém que espera... E à espera do amanhecer Nessa ânsia de não deixar que a noite se vá Uma noite, um mundo a se dominar Sentidos a se explorar E a música não pode parar... Olhares felinos devoram-se Braços se esquentam, e os pés a dançar Sem ver, sem crer, sem pensar Corações volúveis e fiéis a si mesmos Deixando-se em vários ritmos tocar Frenesi das maiores alegrias Que de tão passageiras não podemos fixar E em busca de outras estaremos logo mais Assim que essa noite acabar E um dia clareia, no sono a esperar Apenas Uma semana passar. Escrito por LuA às 14h22 [] Vestígio Não consigo achar nenhum vestígio Não ouço a voz do que antes foi dito E não desejo saber o que está acontecendo Onde eu pertenço para sempre Onde realmente irei um dia estar E não posso evitar se viajo nessa fantasia Ainda que não durma para poder sonhar Olhar para o outro lado Do que eu queira realmente ver Traçar uma linha incerta De tudo que quero buscar Os pensamentos se tornam profundos E tantos, que não me deixam falar É quando tudo começa a se confundir Então procuro algo para me guiar Nas asas do vento eu vou mergulhar Sair de tudo e de mim, de todos Voar por toda parte, achar um lugar Descer dessas asas e então parar Mas estou viajando novamente sozinha Uma viagem de volta, em volta do mundo Em volta desse mundo de palavras e rostos É tão fácil largar, deixar tudo para trás Se às vezes jogo tudo pro alto Pela graça que nisso há A facilidade ( que é minha e não compreendo) com que posso não estar mais aqui E de nada mais poder lembrar Não me prender, estar sem ficar Dar as costas sem me importar com o que deixo Ou com as mentiras que não me importam mais Pois o que vale muito pouco É o que sinto aqui dentro Então não devo me importar Eu estava tentando lembrar o motivo Do medo que já não tenho de ser eu mesma Agora, e pra sempre, embora tudo que possa custar É somente a mim que não posso enganar. Escrito por LuA às 14h22 [] Insanidade Ouça os ecos da insanidade Que vem de longe, que tão perto nos cerca Vamos tentar reviver o que passou Vamos entender as vozes que nunca ouvimos Vamos acreditar que não restou só o pó Acreditar que a balsa não afundou Acreditar que o dia não acabou... Olhar o entardecer para tentar sempre Sempre, evitar Que o dia passe, que não se vá Mas ainda está além das minhas forças E sei que um dia irei chegar Se o relógio nos faz de tudo desacreditar Não vale a pena mesmo com nada nos envolvermos Se tudo passa...será que tudo passará? Se o real nem sempre é o que está acontecendo A nossa vida é tão somente a que vivemos Dentro de nossas mentes E tudo passa, tudo Menos o que não deixamos passar. Em todos os lugares que fui Passando, não fiquei E deixei Pedaços de mim eu sei, ficaram E hoje ainda restam em algum lugar No mundo de mentes que não me deixarão passar Que hoje são ecos, ecos da insanidade Que me cerca mas que já não pode me devorar Eu aprendi a dominá-la Hoje eu sei o que preciso Hoje aprendi a lutar E abandonar a certeza de vencer Capaz de tornar toda luta inútil Que seria de nós sem esses ecos Da insanidade que invade Para a todo instante nos desafiar? Escrito por LuA às 14h21 [] Quando Quando estiver sozinha na terra de ninguém Vou deitar-me sobre a via láctea De lá enxergar que o tempo não passa De lá perceber que no mundo há alguém. Quando estiver sozinha no silêncio Irei cantar alto qualquer coisa Assim perceber minha voz que te diz Assim enxergar que não estou só. Quando estiver ouvindo uma história Irei rir alto para nada contar Assim vou dizer sem dizer, o que penso Assim embalar com meu riso o falar. Quando estiver no meio de uma multidão Irei para longe e para nada olhar De lá olhar firme num só olhar De lá, nesse olhar somente, ficar. Quando estiver sobre a ponte do alto Para baixo ou para frente, não irei olhar Fecharei os olhos, para saber o que pensar Assim encontrar o meu mundo a girar. Quando estiver ouvindo o som de alguma voz Irei somente ao som desta dançar E nesse ritmo voar, sem nada escutar Não ouvir e não crer, então não me machucar. Quando a lua de prata estiver lá no céu Estarei na neblina que cobre o mar E à lua do mar tocar, afogar-me E tão longe do céu para sempre vou estar. Escrito por LuA às 14h20 [] ESSA SEMANA PASSADA TIVEMOS A NOTÍCIA DA MORTE DE FERNANDO SABINO. ESTE ERA JUSTAMENTE O MOMENTO EM QUE EU COMEÇAVA A CONHECER SUA LITERATURA, APESAR DE TER LIDO OUTROS LIVROS, FOI “ O ENCONTRO MARCADO” QUE TORNOU-SE UM DOS MELHORES LIVROS QUE EU JÁ LI, DIGNO DE RELEITURAS. O FATO É QUE, PELA ADMIRAÇÃO QUE TIVE POR ESSE LIVRO, MAIS DO QUE SENTIR A MORTE DO AUTOR, SENTI A MORTE DO PERSONAGEM-O EDUARDO- QUANDO DESCOBRI, ATRAVÉS DAS ENTREVISTAS, QUE AQUELE PERSONAGEM TÃO INTERESSANTE –E POR ISSO MESMO (PENSEI) IRREAL- ERA, EM MUITO, O PRÓPRIO FERNANDO SABINO. FATOS COMO O CASAMENTO, A NATAÇÃO, A LITERATURA, AS AMIZADES,A BUSCA DA ANGÚSTIA LITERÁRIA, E OUTROS FATOS EM COMUM. É COMO SE O EDUARDO FOSSE O FERNANDO SABINO QUE NÃO DEU CERTO, VISTO QUE SUA VIDA SEGUE COMO SE ELE FOSSE ALGUÉM QUE PROCURASSE SEMPRE O CAMINHO MAIS LONGO SEM OBJETIVOS TRAÇADOS, EM BUSCA DE UM DESTINO QUE ELE JULGAVA JÁ À ESPERA DE SEU ENCONTRO, PROCURANDO ALGO QUE ELE MESMO NÃO SABIA O QUE ERA, ACHANDO-SE MUITAS VEZES ALÉM DE TODOS, E DEVIDO À SUA PRESSA EM VIVER SEM CERTEZAS FIRMADAS, ERRAVA SEMPRE. O ROMANCE TRAZ CERTO PESSIMISMO, CONTANDO DESDE A SUA INFÂNCIA E A PERDA GRADUAL DAS ESPERANÇAS, . O ENCONTRO MARCADO COM AMIGOS DE INFÂNCIA, AS VIDAS SEPARADAS, E O FUTURO IMAGINADO DESFAZENDO-SE NO FUTURO QUE ACONTECIA, SEM QUE ELE PERCEBESSE ...COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS, SABINO, O QUE NASCEU HOMEM, E MORREU MENINO. AOS QUE GOSTAM DE LER, RECOMENDO, NÃO SÓ O ENCONTRO MARCADO, COMO “A VITÓRIA DA INFÂNCIA”, “O MENINO NO ESPELHO”, “A FALTA QUE ELA ME FAZ”, “ A COMPANHEIRA DE VIAGEM” ETC, ETC, ETC... PALAVRAS DE “O ENCONTRO MARCADO” : De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando; a certeza de que era preciso sempre continuar; e acerteza de que poderia ser interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um novo caminho, fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, e da procura um encontro. Escrito por LuA às 14h17 [] queria agradecer a todas as pessoas que visitam esse blog,pelos emails que tenho recebido, pelos comentários, pelas críticas, enfim, pelas visitas, que eu não imaginava que fossem tantas.Criei esse blog com o objetivo de arquivar as coisas que escrevo, não de expandi-las tanto,ou somente para pedir comentários, e por enquanto estou fazendo mais poesias, às vezes algum conto etc, e é muito bom saber que tem muita gente que se identifica com essas palavras...E quanto aos emails, responderei todos os que for possível.beijos Escrito por LuA às 06h08 [] Chove Apesar da chuva tão forte Eu estou aqui, não estou aqui... E está tão fria a noite... Por que é tão difícil dizer o que se sente? Por que não pode ser verdade A palavra que se mente? Não consigo abrir meus olhos Quando procuro enxegar Eu não abro, eu cruzo os braços Ante a possibilidade de amar. Não quero tanto a nada A ponto de pedir Não me importo tanto com isso A ponto de exigir, Eu não digo a ninguém como deve agir. A chuva forte, nuvens escuras Não posso deixar a chuva cair Está tão frio, deixe-me ficar Enquanto não tenho aonde ir. Estou distante, estou tão perto Estou perdida e adormecida O sol clareia, eu não desperto A chuva estava tão sofrida... Escrito por LuA às 23h20 [] Queda Eu tentei tocar o sol E cheguei tão alto Com meus dedos queimados Deixei-me cair Cair Cair. Eu estou caindo Uma viagem ao chão Você pode me aplaudir Caindo diante de você Não tente me parar Não tente me salvar O que quero é chegar ao chão Não quero qualquer solução. À prova da gravidade Me vejo subir, querendo cair Eu estou aprendendo Ascendendo Vivendo Muito pouco a saber... A velocidade com que o vento me impele Arranha meu rosto, esfria meu corpo Ao frio da morte, desejo voltar Tudo tão pequeno maior vai se tornando Já não é a terra que está girando Sou eu, meu mundo rodopiando... Tudo abaixo de meus pés Sobre nós há algum outro chão Eu tentei mas não consegui Ele está muito distante E a luz não é só bem Queimei a ponta de meus dedos Se estou dormindo ou se não consigo É estar perdida sem permitir Que ninguém me encontre O momento da queda Vai levar-me ao chão Que meus pés não podem suportar O impacto, os lhos da multidão Se não me amparem duas mãos Depois da queda, nada mais restará. Escrito por LuA às 23h19 [] Algum lugar em que eu me encontre Se você não sabe aonde ir Não tente me confundir. Algum lugar em que eu me encontre Alguma coisa fora do comum... Depois de tudo queimado Eu não os vi morrer Já é tarde Talvez cedo Meu passado Está preso Não retorno nem olho para frente Eu não vou ouvir o que tem a dizer Eu já sei o que vai pensar: Alguma coisa tão comum, como todos... Mas o que eu quero É algum lugar em que eu me encontre Quero alguma coisa fora do comum... Não rio de ninguém Rio de mim mesma Grito para me acordar A caneta não me deixa enlouquecer Palavras são suficientes para provar? Lembranças são suficientes para amar? Toda essa lei nos torna tão inúteis Todas essas bocas que nos falam Nos desgastam tanto, e não mundam nada: Seja qual for a ação, sobrepõe qualquer palavra... Eu não quero provar nada disso Quero um lugar em que eu me encontre Quero alguma coisa fora do comum. Escrito por LuA às 23h17 [] Uma ponte em meu caminho Cheguei até aqui Decidi voltar, não avançar Pensei que não estaria sozinha agora, Esta ponte insegura vou abandonar. Nada além da escuridão Quando vemos tudo que se deve ver Tudo que a luz não nos deixa enxergar Nada de ilusões se não se pode amar. Não há ninguém para segurar a minha mão Há muito que eu aprendi a caminhar E caminho segura, como outra você não verá Muito mais do que possa parecer. Minhas pegadas não ficarão no chão Não pretendo ser nada de irreal Não espero ninguém para me salvar Não exijo de ninguém a solidão Eu tentava decifrar a minha vida Saber de vez onde começa o meu lugar Descobrir alguém em alguma parte Estar de um jeito, e para sempre estar Mas eu não posso- esse é meu destino Fazer de um lugar, lugares mil Ser sempre um mistério, não decifrar Havendo chegado nas asas do vento Ainda sem saber onde ele irá me levar. Escrito por LuA às 23h15 [] Nada se move mais Já queimei o que foi escrito Não posso mais voltar atrás Já desmenti tudo que antes foi dito E o passado não se move mais. Quero tempo para mover o que passou Este baú tão pesado em meu caminho Quero ser somente aquilo que eu sou Sem tristezas, sem saudades, sem espinhos. Não precisa me dizer o que fazer Se não sei, sozinha posso tentar. E sempre que tenho vontade posso ser Tão ruim quanto não pode imaginar. Problemas não vão embora... Não estou doente, doenças têm cura Sonhos que tinha, não os tenho agora Muito pouco me resta daquela amargura. Escrito por LuA às 23h14 [] Doze de junho Eu poderia ter sido quem você imaginou Eu poderia ter vivido o que você planejou E alcançar todos os sonhos Que você tocou Eu poderia ter construído com você O mundo do seu jeito Mas eu precisava te mostrar Que eu não estava numa moldura Eu nunca seria o que você queria que eu fosse Simplesmente por não querer E não dizer tudo que você queria ouvir Rasguei a tela que você pintou Arranhei a moldura em que você me pôs Eu não poderia ser nada além do que sou As tintas que joguei Misturei com a promessa que eu nunca pude fazer. Quando eu sentia a brisa quente de verão Vinda do mar para dentro de mim Tanta gente ali ao redor Eu não achava palavras para dizer Que não era ali que eu deveria estar E se me perguntasse qual seria esse lugar... Eu não saberia te dizer E quando você pensava Que era a sua imagem que eu levava em meu olhar, aonde fosse Eu sofria comigo, somente Por tanto engano a te revelar A dizer Que eu não sou o riacho tranquilo De águas claras que você olhou( nem ao menos tentou ver) Não te deixei saber Que o agito do oceano está em mim Turbulento Inconstante Solitário Permanente Essa é a minha realidade Foi assim que o tempo me ensinou a dizer, A jurar para as minhas palavras Que não se deve dizer o que não se poderá sentir Se seremos sempre responsáveis Por tudo aquilo que cativamos. Escrito por LuA às 23h14 [] dois mundos Dois mundos existem Nisso tudo que há Um deles eu sinto, e só eu sinto O outro é o que vejo. Diante dos olhos um mundo conturbado Atrás dos olhos estou desgastado A ver tudo isto, olhos cansados... Onde estou, onde estou Quem tenha o dom de invadir o olhar Estou no meu mundo, venha me buscar Olhos que naufragam em lágrimas que não caem. Meu mundo tão escondido Tão esquecido Como uma bagagem deixada na estação A espera de alguém que o encontre Esse mundo que encerro em minhas mãos Se entre elas está algum rosto. E neste outro tão grande que vejo Quantos sorrisos, beijos, conversas Desgraças, trapaças, vidas incertas É neste: vou vivendo paralelamente Passo o tempo e as vistas em coisas banais Que a rumo nenhum podem me levar Cujo fim já posso ver Antes mesmo de começar. Escrito por LuA às 23h12 [] Se o medo me faz seguir Eu estou presa dentro de sonhos Com alguém a mais Talvez seja cedo Meu coração está ocupado de dúvidas... Às vezes uma canção me desperta No silêncio da noite Eu fico a ouvir sem saber de onde vem Nem o que pode me dizer Se ela me dissesse o que fazer Eu abriria as asas e aprenderia a voar Eu buscaria qualquer coisa antes de tocar o céu Saindo à noite em busca do sol Do brilho da lua, qualquer luz Que faça sentido, que me dê um sentido... Dessa busca pelo meu destino, sem saber onde procurar No caminho que encerre meu caminho Na direção da curva que fará Algum olhar irei encontrar Na mesma direção comigo a buscar Para só assim descobrir que o destino vai acontecendo Enquanto o procuramos E quando desisitimos, já ele aconteceu. Poder olhar dentro de você Quero olhar só para dentro de mim O que há aqui dentro e dentro de você É tudo que não mudará Se eu pudesse fazer meu caminho Eu nunca estaria desse jeito E se quero ir embora Volto pela força de tudo que não tem explicação Volto para a escuridão Eu não posso decidir É o medo quem me faz seguir E eu não desisto de nada Se o mundo é tão grande para mim... Nada me traz medo sem que eu não queira Eu não esqueci, tudo o mais que eu gostaria... Já faz tanto tempo, tão pouco tempo E é o medo que me faz seguir... Escrito por LuA às 23h10 [] desencontros Não me chame Eu estou doente e cansada do seu rosto Não me olhe Nada vai tirar a minha paz de agora Você pensou que eu seria Uma espécie de melodramática Neurótica por você Você se enganou, a sorte virou Hoje quem não me vê mais é você Você se achava o bastante para me fazer sofrer Isso não é tudo, isso nunca seria Você tentava jogar, mas eu sempre venço Porque eu já percorri esse caminho, Sozinha E você é muito pouco para me fazer sofrer Eu desfrutava um passeio Você estava em combate Você sonhava estar acima Acabou indo muito além, muito mais do que poderia E eu não sou capaz de estar triste por você Poucas pessoas neste mundo Têm o direito de me magoar Suas mãos estavam ao redor de mim, Esqueceu-se de que eu não estava É uma pena eu não estar triste É uma pena que nem raiva eu te destine É uma pena dizer que eu esqueço tão rápido, Acho que eu já te disse isso, Mas você se achava diferente Como todos... É ruim te dizer que nem sempre Você será tudo que espera ser O tempo passou E você diz que hoje aprendeu E eu te digo o que você aprendeu: Aprendeu a jogar como eu Não admite ter perdido esta Seu orgulho não ama ninguém Esta também é minha verdade E o fato de que eu assumo isso Não me torna pior do que você Você não quer ouvir, mas eu preciso te dizer Tanta hipocrisia ainda vai perder você. Escrito por LuA às 23h07 [] Na contramão Já ficou muito escuro para ver As palavras não se encontram a dizer Coisas sem sentido, idéias Que não chegam a acontecer Sou um utopista que não se cansa De bater à porta do paraíso Já desisti de chamar E abandonei minhas armas Tudo o mais agora é simples E simplesmente sem importância... As nuvens escuras ainda avançam Sobre a minha cabeça A tempestade ameaça Vou com ela aonde for Buscar somente a vontade inútil De a nada encontrar e a tudo entender Antes mesmo de conhecer E tudo que eu achei antes mesmo de ver É o que me diz que posso buscar a verdade Na contramão do mundo Na contramão de todos Desafiando mentes, aliada à minha razão Sem desistir, sem ouvir O que outros possam pensar Eu vou sempre buscar, nunca vou me abater Construir minha própria torre Até o último andar, para tentar enxergar O que poucos procuram, poucos podem ver Escrava entre dois espelhos Um do corpo, um da alma As palavras tentam definir, aprisionando Não quero adjetivos para o que devo ser Mas ninguém poderá me deter Se este mundo me faz sofrer Em tudo que é hostil, que não suporto Coisas com as quais não concordo Modos como devo agir, apesar de não querer Pessoas a quem não quero, mas devo fazer sofrer Na contramão dessa estrada E só me deixam pedras ao caminho E faço delas uma ponte Agora vejo que apesar de não saber Onde tudo isso vai me levar Você não será motivo de nada que eu faça E sei que apesar de não conhecer o fim Um pouco mais longe poderei chegar. Escrito por LuA às 23h03 [] Perdendo o controle Perdendo o controle Eu me liberto do extremo Em que não tenho os pés no chão Fugindo do controle Por querer, por saber Vontade não é suficiente para morrer Para falar Sobre nada e tudo, tudo de uma só vez Eu não pareço melhor Eu não estou melhor Fugindo do controle Sempre que a chuva cai Corro a olhar a janela Para estar com ela, para ir com ela E fugir com ela, sair daqui Perder o controle do que tenho que pensar Eu não tento falar Sabendo que ninguém há que me possa ouvir Queria estar aqui Ficar aqui É tarde, tenho que ir Tudo que faço é tentando fugir. Escrito por LuA às 23h02 [] Apesar de você Se eu pudesse fugir e te levar comigo Se eu pudesse alcançar o fim do sol contigo Se eu pudesse mudar meu destino Se eu pudesse não ser assim... Se eu pudesse pensar que mudei você Se eu pudesse tentar te amar Eu estaria contigo noutro lugar Talvez não tão longe quanto deve ser... Se eu pudesse acreditar nessas palavras Se eu pudesse achar a chave dessa trilha E redescobrir esse caminho Que começa agora... Se eu pudesse não ver tudo tão real Se eu fosse como todos, simplesmente normal... Se eu não pensasse tanto Se eu não vivesse tanto Não temesse tanto Se eu não me importasse tanto... Se eu pudesse querer sofrer Sem ter medo de viver Alguma dor para me tirar Dessa desdita de não sonhar... De tanto sonhar Não me deixo sonhar Se eu pudesse te dizer como agir Se eu pudesse te falar o que eu queria Se eu pudesse saber o que eu queria... Se eu pudesse fechar meus olhos E acreditar somente no que você quer que eu veja Se eu pudesse querer, apesar de você... Apesar de você... Escrito por LuA às 18h41 [] Epílogo Ainda está claro demais Para eu poder abrir a janela Daqui da penumbra do quarto Posso ver aquele retrato De olhos fechados, eu tento lembrar A noite não tardará Mas é ao entardecer que me entrego Olhos perdidos neste abandono Das luzes mistas multicores que se vão Deixando qualquer encanto aqui sem importância nenhuma. Só desperto a cada entardecer E em cada um deles se reflete A minha nostalgia de qualquer coisa De todas as coisas que me escapam às mãos Quando as peço que fique... Qual o sentido de mover montanhas e pessoas E percorrer estradas tão distantes daqui Guardando a solidão que sempre tive Enfrentei o perigo que não havia E o medo guardei do que não tinha Ao enxergar, apavorada Tantas coisas que somente eu via. Meu coração é forasteiro Não se instala, chega já partindo No silêncio de qualquer destino Nos laços incertos de outras mãos Se de tudo que vivi Pudesse eu ser o que ficou O que me resta é a lembrança De que o universo me falhou E a sensação do errado, De tanto tempo passado sem resolução De estar no lugar errado, na hora errada Com as pessoas erradas Sempre, sempre, sempre Esse vício de em tudo pensar Na tentativa de a tudo assimilar Não aceitando a ínfima idéia De que para muito não há compreensão. Mas eu sou apenas um móvel E é assim que me sinto, No meio de contruções tão certas, Pessoas certas, vidas certas... E eu não posso estar parada pois Eu serei sempre um móvel, condenado a não parar Parar de que? De pensar, de tentar, de lembrar, de lutar... Algum tipo de móvel... E este passa por uma bela festa E quanta vontade de ficar, Mas ele está só de passagem. E ele lembra que algum dia esteve No cair da noite de uma praia distante Mas estava com alguém, alguém móvel Que deixou-lhe a praia tão deserta E musgo do mar no seu olhar Este móvel Subiu as colinas, chegou até as montanhas Coitado, achando que do mundo pudesse escapar! Empenou a espada, quebrou-a Até fatigar-se de tanto lutar Viu cores em tantas coisas E ninguém consigo para enxergar No seu pranto tão contido sangrava o olhar Coração nas garras, coração nas garras, Esta águia não sabe mais voar. Escrito por LuA às 08h14 [] Eu vivo como quem está Mais de quinze minutos atrasada Eu vivo como um transeunte Que caminha num fim de tarde Só por caminhar...e toda sua certeza É saber que não sabe onde chegar Eu vivo a pressa e anseio Querendo sempre ao mundo abarcar Eu faço de tudo um passo de dança Não tenho amanhã por que esperar: O amanhã que me espere Que espere...que tudo espere Poruqe eu tenho pressa E nessa pressa muito me interessa Mas nada tanto assim Eu vivo a fugacidade, a sutileza Eu também vivo a futilidade E posso ao orgulho louvar. Eu vivo, eu jogo também Sem dó, sem remorso, sem culpa Com quem seja preciso jogar Eu rio de quem me adore E odeio quem quer que me ame Eu tento ser resistente E tento me distanciar Eu tento ser sensível Mas quero apenas jogar Eu vivo, eu jogo, eu choro Choro pela dor que não posso sentir Choro com o ridículo e a insignificância De minhas pequenas felicidades Choro a saudade de tudo que não vi... Eu vivo, eu jogo, eu choro, eu não sei Eu não sei onde me encontro Mas não estou perdida Isto nada me importa agora Me importa o relógio que não posso mudar E tudo aquilo que não posso mudar... Quisera mesmo é a tudo controlar. Passei tanto tempo à procura de quem sou Para decepcionar-me, hoje Para descobrir, no fim de tudo Que sou tudo que preciso ser Já não quero a ninguém convencer E agora vejo que não posso Do tijolo fazer monumento Nem do quintal fazer cidade. Tudo que encontro, perco E o que procuro, não acho... Eu vivo, eu jogo, eu choro, eu rio, Eu vivo a vida Sem jeito, sem graça, sem modos, sem destino, sem parar, sem pensar(pensando), sem sentir(sentindo),sem mudar, sem voltar, sem sofrer, sem amar, sem ter por que esperar, sem lágrimas a derramar, sem problemas, sem soluções, sem palavras... Eta vida besta meu Deus! Escrito por lila às 07h21 [] Com licença: a música da minha vida... : La vita è adesso( A vida é agora) Renato Russo- equilíbrio distante La vita è adesso nel vecchio albergo Della terra e ognuno in una stanza e in una storia Di matini più leggeri e cieli, smarginati di speranza E di silenzi da ascoltare e ti sorprenderai a cantare Ma non sai perché. La vita è adesso nei pomeriggi appena freschi che ti viene Sonno e le campane girano le nuvole e piove Sui capelli e sopra e tavolini dei caffè all’aperto E ti domandi incerto chi sei tu, sei tu... Sei tu che spingi avanti il cuore, ed lavoro duro Di essere uomo e non sapere cosa sarà il futuro Sei tu, nel tempo che ci fa più grande e soli inmezzo al mondo Com l’ansia di cercare insieme un bene più profondo. E un altro che ti dia respiro e che si curvi verso te Con una attesa di volerse di più senza capire cos’è E tu che mi ricambi gli occhi in questo instante immenso Sopra il rumore della gente, dimmi se questo ha um senso. La vita è adesso nell’aria tenera di un dopocena e musi Di bambini contro e vetri e i prati che si lisciano Come gattini e stelle che si apicciano ai lampioni millioni Mentre ti chiederai dove sei tu, sei tu... Sei tu che porterai il tuo amore per cento e mile strade Perchè non c’è mai fine al viaggio anche se un sogno cade Sei tu che hai un vento nuovo tra le braccia mentre mi viene incontro E imparerai che per morire ti basterà um tramonto. In una gioia che fa male di più della malinconia E in qualunque sera ti troverai non te buttare via E non lasciare andare un giorno Per ritovar te stesso, Figlio di un cileo così bello, Perchè la vita è adesso. Escrito por lila às 05h58 [] De tudo que sei Pouco tenho de certezas De tudo que falo Pouco digo da verdade E em tudo que vejo Sempre deixo um pouco de mim. Saber que pessoas que por mim passam na rua Nunca mais tornarei a ver Saber que talvez ainda não conheci Quem já deveria estar aqui E tantas pessoas Que poderiam fazer parte da minha vida... Saber tantos lugares, Tantos que eu nunca verei Vozes que jamais ouvirei Ecoam em minha mente Pegadas que eu não deixarei em algum lugar Estão a me esperar. Escrito por lila às 05h21 [] |